Galera, não podia ir dormir sem antes deixar este post! Tenho que lhes dizer que encerro este meu feriadão (sim, aqui em Santa Rosa é feriado hj 10 de agosto, aniversário de 78 anos da cidade)da melhor maneira possível, ou seja, falei com a minha irmãzinha querida Lú, aliás muito mais que falei, troquei idéias e motivações. Bom, deste nosso papo, saiu a convicção de que temos que continuar discutindo o processo adaptativo, até porque a nossa missão está além de publicações. E para darmos continuidade sugiro reiniciarmos de onde paramos, ou seja, tese do Cássio, págs 34 a 44.
Galera me desculpem, mas tenho que falar: Lú de todas as coisas boas que o Lacom me proporcionou tu foste uma delas, ou seja, foste um grande presente que recebi do Lacom, serei eternamente grata a ele por isso. Te adoro maninha!
Beijos a todos
Manda bala Lacom!!!
Angélica
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13 comentários:
É isso aí Gé!!!!
Muito obrigada pelas considerações, tu sabes tbm que és mto importante e que fostes para eu estar hoje tão apx pela AM. Vou terminar de ler um cap. de um livro e ja começo a fazer minhas considerações desta proposta.
Bjao e ate mais.
Lu amada, manda bala aí que eu mando bala aqui...
Beijos
Bons estudos
Gé
Bom Galera estamos dando continuidade a tese do Dr. Cássio, desta vez da página 34 até 44 que compreende o título Conhecimento de resultado e o processo adaptativo. Bom, esta parte da tese é bem interessante, porque é um tema que me interessa demais (não sei qual e interessa mais dentro desta grande área de estudo). As minhas primeiras considerações talvez sejam a minha conclusão, que cada dia que passa e estudo o processo adaptativo percebo que este é perfeito e explica todas as coisas que envolvem nossa vida cotidiana (tanto no plano sentimental, profissional, fisiológico, espiritual e etc.).O inicio deste subtítulo começa com uma explicação do que é este Processo Adaptativo de Aprendizagem Motora. Este modelo, de forma bem geral, considera o ser humano como adaptável a qualquer situação, as vezes de forma mais fácil e as vezes de uma forma mais complexa (mas para tudo tem uma solução). Por isso, neste modelo a aprendizagem é dividida em duas fases: a fase de estabilização, em que a ideia de movimento é criada e chega-se a uma estabilização do padrão através de geração do PAOH (programa de ação organizado hierarquicamente), que é composto por uma MACRORDEM (procura a ordem) e de uma MICRORDEM (procura a desordem). Acredito que possamos relacionar de alguma forma com a formação do PMG, ou seja, existe a formação do Padrão do movimento, por exemplo do arremessar, e também a formação dos parâmetros que vão se modificar e adequar-se as futuras demandas.
O problema é que não podemos estabelecer igualdade entre estes dois programas, uma vez que o PMG termina com a estabilização do movimento e o PAOH nunca seja a estabilização, uma vez que, a segunda fase deste modelo, a de adaptação esta sempre procurando situações mais complexas para se adaptar.
Estas situações mais complexas são geradas através das perturbações, ou seja, aquilo que vai gerar uma desordem, na micrordem do PAOH. Quando a perturbação é fraca o PAOH consegue se ajustar aos parâmetros e se torna um programa mais complexo, porem quando esta perturbação é forte e o padrão não se ajusta há a formação de um novo PAOH.
continuação...
Resumindo, estas perturbações impostas é que levam o aumento de complexidade dentro do sistema, que podem se dar dentro de uma mesma tarefa ou entre mais de uma tarefa, porém sempre tem que já ter se formado um padrão de movimento mais simples para que um mais complexo seja formado.
Quando os cientistas começaram a notar que a aprendizagem não se estabilizava e que o ser humano está sempre buscando sistemas mais complexos, alguns estudos dentro da AM forma desenvolvidos, como: quais são as fases do PA, a relação das perturbações com a adaptação, quais os fatores que otimizam o processo, como qual o papel do feedback. Dentro disso que entra o principal objetivo deste trabalho, que é o de testar quais os regimes de feedback (CR) favorecem a aprendizagem dentro do PA.
Por quê? Bom, o feedback, CR, é considerado como uma perturbação quando fornecido de forma reduzida, ou seja, por o aprendiz não ter a resposta sempre depois de cada tentativa ele é levado a utilizar vários processamentos de informação ao mesmo tempo, o que torna num primeiro momento a performance inconsistente, mas mais adiante favorece a performance.
As hipóteses colocadas pelo autor, vem ao encontro do que eu coloquei acima, ou seja, na fase de estabilização aqueles que recebem mais CR mostram uma melhor aprendizagem em relação aos que recebem regimes de freqüências menores de CR. Mas na adaptação os resultados se invertem e o grupo com menos CR é beneficiado.
Novamente, por quê? Porque através deste processo o individuo procura sozinho identificar e corrigir seus erros, fortalecendo seu sistema, de forma que não se torne uma estrutura rígida, mas sim flexível a de adaptar a novas situações. Outra explicação é que o aprendiz não cria dependência do feedback extrínseco fornecido e como resultado tem mais autonomia nos seus movimentos e por final como não tem feedback freqüente não é levado a buscar sempre a ordem o que inibiria a geração de incerteza tão importante em novas situações.
Bom pessoal, aqui eu termino minhas considerações sobre esta parte. Ao mesmo tempo que escrevia eu lembrei que a duas semanas atrás participei de um curso de basquete na ESEF/UFPel (que por sinal foi muito bom) e a todo momento os palestrantes falavam coisas que me faziam lembrar dos fatores que influenciam a aprend. motora, no caso dos atletas. Assim termino dizendo que esta nossa área de estudo é muito importante e mesmo aqueles que fizeram a faculdade de educação física e não desejam estudá-la para a vida inteira, como eu e a Ge, deveriam ter a possibilidade de ter conhecimento e utilizarem nas situações de suas áreas de trabalho (dentro da Educação Física, esporte e até fisioterapia), para auxiliar os seus aprendizes a chegarem ao sucesso e serem fisicamente educados tendo uma gama de movimentos a serem utilizados nos mais diversos momentos (até do lazer).
Aqui me despeso.
Bjao
Lú, tu é foda...
Beijos
Gé
Fala galera! Em primeiro lugar, me desculpem pela demora na publicação do meu comentário. Em segundo lugar, valeu Lú e parabéns por mais este brilhante e detalhado comentário. Na fala da Lú é possível perceber o encantamento dela com o tema, e isso é extremamente positivo, pois é esse encantamento que nos move. Bom, na verdade não tenho muito mais a comentar, mas gostaria de ressaltar o fato de que, por vezes me pego pensando: “será que é necessário estudar a freqüência de Feedback no processo adaptativo sendo que esta questão nos parece tão clara?”O autor coloca no texto a necessidade de fazer um reestudo sobre o feedback neste novo paradigma... eis a resposta para a minha pergunta.
Outra observação que gostaria de fazer refere-se ao fato de o autor colocar que, quanto a freqüência e precisão de CR, há divergências quanto ao regime de fornecimento entre a corrente clássica (quanto mais, melhor) e a atual (freqüências reduzidas são mais benéficas para a aprendizagem). Não há mais divergências quanto a isso. A partir do momento que se percebeu que havia problemas naqueles métodos de pesquisa (não havia testes de retenção nem transferência) não podemos mais dizer que elas divergem.
O último ponto que gostaria de anotar é uma reflexão um pouco mais complexa. Lú, tenho que confessar que me assustei um pouco quando li esta parte do te comentário: “cada dia que passa e estudo o processo adaptativo percebo que este é perfeito e explica todas as coisas que envolvem nossa vida cotidiana”. Na minha opinião, não podemos ver teorias e paradigmas como uma perfeição, temos ficar com um pé atrás sempre. Isso é bom para evoluirmos. Ainda, após a leitura deste texto para discussão ficou muito claro para mim que não existem dois paradigmas diferentes e sim, um paradigma que traduz a evolução do outro, ou seja, se complementam. Quero a opinião de vocês quanto a isso. Será que alguém ainda prega que a aprendizagem vai até a estabilização somente? Se há, por favor tente me convencer das suas idéias. Para mim, a maior indagação quanto a esse novo paradigma não reside nas teorias e panos de fundo e sim nas metodologias das pesquisas. Não consigo ver grandes diferenças em pesquisas com o paradigma antigo e pesquisas com o novo paradigma. Parece-me que se confundem... Por que isso acontece?
Enfim, o mais importante: TODOS OS FATORES ESTUDADOS NO PARADIGMA ANTIGO, DEVEM SER REESTUDADOS NO NOVO PARADIGMA. Ou seja, muitas pesquisas para nós.
Lú quero tua tréplica. Sempre irei querer.
Forte abraço a todos
Angélica.
OBS: só a AM para me tirar o sono em uma madrugada de sábado.
Oi "Galera"
Por isso que um blog, ou um espaço de discussão é um caminho para a evolução das ideias ou tambem trocas de ideias.
As vezes estamos estudando tão fundo alguma coisa que não paramos muito para refletir e queremos só saber o que significa aquilo que estudamos, os detalhes, os caminhos e etc. estas reflexões dá Gé foram MUITO SIGNIFICATIVAS para meu pensamento agora. Não tinha parado para pensar nisso, agora também concordo quando ao complemento de ideias, ou seja, a abordagem do processo adaptativo surgiu para preencher algumas limitações que a teoriaclássica não era capaz de explicar, mas a ideia central é a mesma. Uma coisa eu já tinha percebido, que algumas coisas que se fala hoje no PA já era comentado antes, mas com palavras diferentes e talvez um tanto quanto mais simples. O maior problema é que nem todos estão interessados em já pesquisar com este novo paradigma pelo problema da publicação, o que se publica mais é com o paradigma antigo.
A outra questão, quanto a perfeição, desculpem se me exaltei demais, mas é que atualmente ela toma grande parte do meu tempo e quando alguma coisa convive assim comigo, eu acabo me apaixonando.Mas sei que a ciencia evolui e é graças a isso que os estudos tambem evoluem e acompanham as mudanças que ocorrem no mundo. (Amanha Gé, quando formos prof. Universitarias e colegas podemos estar discuindo outras coisas bem mais avançadas mas com concordancia com a época que estivermos vivendo, otimista heim???). Bom não sei se pude contribuir muito, mas resumindo concordo com as ideias da Gé e a AM sempre é bem vinda, não interesse se de madrugada ou dmingo as 7horas da manha.
Bjao
Gé minha maninha querida !!!!!!!!!!!!
Lú,é por isso que existe um grupo, existe este blog... É comum estarmos tão focados em algo e não pensar em detalhes menores. A discussão permite que saímos deste foco e olhamos com os olhos das outras pessoas, o seja, com outros olhos. Não sei se estou certa ou errada mas no momento, essa é a forma com qual vejo. Até que alguém me fale que talvez exista um outro caminho. E tem mais Lú, não peça desculpas por ter te exaltado, por estar apaixonada, pois é esta paixão nos move, que faz com que estejamos vivendo a AM seja as 3:00 hs da madrugada de sábado, seja às 7:00 hs de uma bonita manhã de domingo.
Acredito realmente que, se não houvessem metas a serem cumpridas com publicações, talvez teríamos muito mais interessados em pesquisar neste novo paradigma. Acho que uma espécie de insegurança impera.
Beijos maninha querida. Não sei o que seria de mim, sem ti.
Beijos a todos.
Gé
Oi Gente
A discussão está ótima. Só pra colocar mais elementos pra discussão: O PA é um novo paradigma ou se utiliza de elementos do novo paradigma (o das ciências da complexidade) para elaborar, elegantemente, uma visão mais abrangente e reveladora do processo de desenvolvimento e aprendizagem já descrito no paradigma antigo (da ciência clássica)?
Dra., isso é uma pergunta?
Gé
Sim, era, por causa do texto abaixo. Acho que há uma confusão entre paradigmas e modelos/teorias de aprendizagem. O paradigma por trás deve estar claro para podermos ver as diferenças entre as pesquisas. Acho que o Processo Adaptativo é totalmente baseado no novo paradigma e somente usa elementos das teorias anteriores, não do paradigma anterior.
"... Ainda, após a leitura deste texto para discussão ficou muito claro para mim que não existem dois paradigmas diferentes e sim, um paradigma que traduz a evolução do outro, ou seja, se complementam. Quero a opinião de vocês quanto a isso. Será que alguém ainda prega que a aprendizagem vai até a estabilização somente? Se há, por favor tente me convencer das suas idéias. Para mim, a maior indagação quanto a esse novo paradigma não reside nas teorias e panos de fundo e sim nas metodologias das pesquisas. Não consigo ver grandes diferenças em pesquisas com o paradigma antigo e pesquisas com o novo paradigma. Parece-me que se confundem... Por que isso acontece?..."
Boa Dra... Comento em breve... Tenho que ir trabalhar.
Beijos
Angélica
Finalmente, de volta...
Dra., sem sombra de dúvidas o PA é um modelo que se utiliza deste novo paradigma oriundo de uma grande evolução das ciências (teoria do caos, complexidade, sistemas abertos...). Mantenho que acredito que um paradigma traduz a evolução do outro. Reconheço que o meu texto está confuso, mas isso não se deve ao fato de eu estar confusa, pois isso está muito claro para mim, e sim, se deve ao horário que o escrevi: Domingo: 3:25 AM. O resto mantenho.
É isso Dra.?
Beijos
Angélica
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