sábado, 31 de janeiro de 2009

Artigo

Desculpem, mas tenho que compartilhar com vocês minha alegria, emoção e satisfação. Estou lendo um artigo maravilhoso relacionado com a minha dissertação, de uns autores fodas e renomados datando de 2008, ou seja, recente. Estou emocionada, alegre pois me sinto assim quando leio um artigo científico que me inquieta, me tira do lugar, me enche de energia e luz para novas pesquisas. É como se eu estivesse lendo um post da Manu (Dep. Fed. RS)que sempre ma fazem ver as coisas de outro ângulo. É assim que estou me sentindo no momento... parece que 2009 vai ser curto, mas isso é muuuuuuito bom. Viva a Aprendizagem Motora e viva a nossa família Lacom.
Beijão a todos
Bom e feliz trabalho a todos
Angélica

Ô Janeiro!

Peguei este texto no blog da companheira, quase conterrânea e quase jornalista Marluci Stein. Parabéns guria, teu blog está cada dia mais legal.

"O que já aconteceu em janeiro:

- Alagamentos em Santa Catarina.
- O conflito no Oriente Médio.
- O ônibus que se desgovernou no centro de Porto Alegre.
- A saída de Aod Cunha da Secretaria da Fazenda.
- O acidente com o ônibus do Brasil de Pelotas.
- O avião que pousou no Rio Hudson, nos EUA.
- As mortes causadas pela Febre Amarela.
- A tragédia das águas no sul do RS.
- Avião cai em Cruz Alta e causa morte de piloto

Depois de tudo isso, o que esperar de agosto?

Voltei...

Voltei para a ilha de Pelotas, voltei para os artigos, estou a 1000 pelo Brasil na discussão, muitos caminhos, muitas idéias. Quanto mais leio, "viajo" nas coisa que leio, mais percebo que tenho tanto a aprender a ler... Lú querida, minha parceira de CDFzisses, quanto mais estudo, mais percebo o quão longo é o nosso caminho, porém não árduo. Não árduo pois estamos muito bem orientadas. Sai dessa logo Lú, a aprendizagem motora precisa de ti, firme, forte e sacudida.
Beijão
Angélica

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Pelotas!

Se não bastasse a tragédia que afetou não somente a torcida xavante, mas sim a cidade e o Estado, agora temos esta tragédia ocasionada pelo fenômeno tempo. Mais mortes foram anunciadas. Acidentes de trânsito aconteceram em função de pontes que estavam caídas... Como disse a Manuela em seu blog, tomara que as coisas se acalmem logo. E nós... vamos tocando o barco! Galera, me ausentarei por alguns dias em função de alguns compromissos. Assim que possível retornarei para esse nosso querido espaço. Enquanto isso, fiquem a vontade nele.
Beijão no coração de todos.
Fiquem bem
Angélica

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Che Guevara

Galera, o texto abaixo peguei no super blog da amiga e quase jornalista Marluci Stein. Valeu Marluci. Vou colocar abaixo um comentario do amigo Gabriel Souza, presidente da JPMDB-RS e membro do Conselho Nacional de Juventude.


"O lado super polêmico do blog em ação novamente!
Li este texto no site do Gilberto Simões Pires, do PontoCrítico, e achei simplesmente fantástico!
Vale a pena ler para não ficar apenas na versão "idolo" que nos é contada pela mídia.

A mídia brasileira, ainda que de forma nada surpreendente, não economizou espaço para noticiar a passagem do 50º aniversário do regime ditatorial de Cuba. Tal atitude só pode ser explicada como uma enorme paixão nutrida por ditaduras de esquerda.
Esse sentimento apaixonado define a razão para não esclarecer corretamente os leitores, ouvintes e telespectadores, de que o povo cubano não tem liberdade para coisa alguma. Muito menos para ir e vir a qualquer lugar.

Assim como se nega a dar qualquer informação sobre o Foro de São Paulo, a mídia também silencia e não expõe os documentos que provam quantos habitantes da Ilha foram assassinados, com requintes de crueldade, pelos seus líderes sanguinários, Fidel Castro e Che Guevara.

Quem não conhece bem os tipos, e come pela mão da imprensa esquerdista, imagina que são heróis. Comparando as notícias das datas da Revolução Cubana com as datas, por exemplo, da Revolução Chilena, a diferença é, simplesmente, fantástica. Enquanto Fidel Castro e Che Guevara são tratados de Comandante e herói, respectivamente, o líder Pinochet, é sempre lembrado como um ditador e assassino. Curioso, não?

Ambos (Fidel e Pinochet) promoveram mortes. Mas o resultado colhido pelo Chile é impressionante. Enquanto isso, Cuba só comemora miséria em cima de miséria e nenhuma liberdade. De novo: Fidel Castro e Che Guevara, que mataram mais de 200 mil cubanos a sangue frio, são lembrados pela mídia como verdadeiros ídolos. Heróis. Como a mídia, assim como o cinema, mostram verdadeira paixão por ditadores de esquerda, nunca dizem quem é o verdadeiro Che Guevara. Contrariado com esta postura falsa, e permanente, trato de expor uma pequena versão, correta, de quem é o verdadeiro Che Guevara:

Em 14/12/1964, o próprio Che Guevara declarou que o ódio é um fator de luta. É o ódio intransigente ao inimigo que impulsiona além das limitações materiais do ser humano e o converte numa efetiva, violenta e seletiva máquina de matar. Nossos soldados tem que ser assim. Um povo sem ódio não pode triunfar sobre o inimigo.

Che, para quem não sabe, era um aficionado em executar cubanos, postos contra a parede. Essa paixão, que tinha pelo assassínio frio, lhe conferiu o apelido de Carniceiro de La Cabaña (Fortaleza Colonial, de Pedra, convertido em quartel para execuções). Alguém assim pode ser chamado de herói?

Che nunca tratou de ocultar a sua crueldade. Ao contrário, quanto mais algum cubano pedia compaixão, maior crueldade ele mostrava. E fazia questão de mostrar a todos o seu único lado. O lado assassino.



[Grifos meus]"

"Amiga Marluci!

Falar sobre Che Guevara é sempre polêmico, mas, vamos lá admitir que, entre fatos positivos e negativos, entre falácias e mitos, Che foi uma figura histórica super importante e motivo de admiração por milhares de jovens (inclusive eu).

Mas o que me chamou atençao no texto foi que o autor classificou a mídia brasiliera como tendo uma "paixão nutrida por ditaduras de esquerda". Ora, vamos lá de novo, Veja, IstoÉ, Época, Rede Globo, Record não se enquadram nem um pouco nessa "paixao". Acho até, com o perdão da ideologização do comentáro, ela é um tanto de direita.

Um beijo querida, passa lá no meu blog tambem.

Gabriel Souza "

Eu sou do Sul...

Por Manu
"Todos sabem de meu profundo carinho pela Região Sul do Rio Grande. Afinal, me criei por lá, vivi doze anos. A minha família paterna também é daquelas bandas e meu pai é professor da UFPEL. Não é que exista uma tragédia maior do que a outra. Solidariedade também não se mede. Mas fiquei triste com as imagens do temporal por lá. Já temos tanto por fazer para valorizar e fazer aquela parte do estado voltar a produzir e gerar emprego... Espero que logo fique tudo calmo."

No mesmo blog escrevi o seguinte:
"Eh impossivel, para quem ja viveu aqui (Regiao Sul), nao ter um profundo carinho por esta Regiao. Sou natural da Regiao Noroeste do Estado (Missoes), mas confesso, meu orgulho de ser, por ora, Pelotense e tao grande quanto o de ser Missioneira, e da nossa UFPEL entao... nem se fala. Na minha opiniao, o maior patrimonio desta cidade nao e o historico, nem os doces, mas sim a sua gente, as pessoas. Em lugar nenhum do nosso Estado existem pessoas assim, como as daqui..."

Tarde demais...

Mais Manu inspiradissima. Ah, e antes que perguntem, "Gato-mia" segundo a Manu eh o "cabra cega"
Beijos
Angelica

"Era tarde demais. Tarde demais para correr feito criança atrás do balão. Tarde demais para subir em árvore, andar de balanço ou aprender a virar estrelinha. Era tarde demais para achar graça em trote, para brincar de gato-mia, para comer doce escondido. Era tarde demais para ser veterinário ou artista ou palhaço. Já era tarde para ele crescer mais cinco centímetros ou para ter olhos claros. Era tarde para descer pelo corrimão, para virar o he-man, para tomar banho de chuva. Muito cedo, ficara tarde para quase tudo."

Colegas Mestrandos!

Me contem como esta a dissertaçao de voces. Quero saber, quero opinar, quero dar palpite. Quero saber das angustias e ansiedades de voces. Falem!!
Beijos e bom trabalho
Angelica

Colega e amiga Lu!

Tenho certeza amiga que agora vais ficar bem. Aguardamos ansiosos por isso.
Um beijao e desejos de melhora meus e de toda a familia Lacom.
Ge

Mais sorte que juizo!!!

Nestes ultimos dias tenho lido muito, demais, varios artigos por dia. Mas hoje tive a sorte de encontrar um maravilhoso para a minha dissertaçao. Acho que este eh um dos ultimos para fazer a discussao. Quase nem acredito...
Beijos
Angelica

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Pra fechar: Plástica

Aproveitando a inspiração da Manu, quero compartilhar com vocês mais um texto dela.
Beijos

"Tivera plastificado a alma não haveria mudado tanto. Por que não quebrar o braço? Por que não dor de garganta? Talvez cálculo renal. Não. Nenhuma dor seria maior que aquela que ele sentia agora, ali, sozinho. A dor de estar só era grande demais. E a solidão... muda mais a alma do que qualquer cirurgia plástica."

Belo texto!

Achei legal este texto quero e compartilhar com vocês. É da minha colega de juventude Marluci Stein.

Um dia disseram-me que era para seguir em frente,
sem olhar pra trás para não se arrepender.
Disseram-me que a vida era difícil,
Que as pessoas eram más.

Outros disseram-me também que na vida encontraria mais espinhos do que flor,
Que não ia dar certo, que não me acostumaria e teria que voltar

A medida que o tempo passava,
As lágrimas também deixavam de ser derramadas
O sofrimento e a vontade de largar tudo e voltar foram ficando de lado

Meu destino era aqui
E apesar de alguns torcerem contra
Agora falta pouco.
Falta pouco para ir além...

Passos certos
Degrau por degrau
Sabedoria para percorrer o caminho que fora traçado
Agora falta pouco para desbravar novos caminhos
Falta pouco para começar tudo de novo

Falta pouco...

Aproveitando a deixa...

Só para complementar a discussão do artigo do Go, trago à vocês um belo artigo escrito por Jairo Jorge sobre o episódio que já mencionei. este artigo foi publicado no Jornal Correio do Povo, mas roubei do blog da colega de juventude e quase jornalista Marluci Stein.

CONFLITO OU DIÁLOGO?
JAIRO JORGE

O Rio Grande do Sul sempre viveu embates políticos polarizados, mas desde 1994 há um recrudescimento do confronto. No lugar de chimangos e maragatos, surgem petistas e antipetistas. Vivemos sob o paradigma do conflito, uma lógica que se sustenta na destruição do adversário, no preconceito e na ausência absoluta de alteridade.
O governo e a oposição se nutrem do ódio, da disputa sem medida, ficando ao largo os interesses da sociedade, que assiste perplexa a esse processo destrutivo. Este não é um privilégio nosso, democracias maduras vivem também esse dilema.
Nos EUA, o embate entre democratas e republicanos é exemplo disso. Barack Obama, presidente dos Estados Unidos, que está sendo empossado hoje, foi eleito porque rompeu essa dualidade. Obama disse de forma clara que 'o que nos une é mais forte do que o que nos separa' e que 'a política é atualmente um negócio e não uma missão'.
Precisamos superar o conflito e construir o paradigma do diálogo. Na disputa pela hegemonia na sociedade, os partidos precisam apresentar propostas e ideias e devem aglutinar as forças políticas em torno de um projeto. Entendo que o PT precisa romper o isolamento e construir novas pontes com a sociedade civil gaúcha e com os partidos de centro, centro-esquerda e esquerda. Para isso, é preciso diálogo e pacificação.
O convite ao economista Cezar Busatto para ser secretário da Prefeitura de Canoas buscava essa amplitude e o desejo de construir um caminho novo. No entanto, assistimos a uma verdadeira comoção. Os erros do passado não podem nos guiar no futuro, eles apenas turvam nossa mente. O presidente John Kennedy disse certa vez que 'não estamos aqui para amaldiçoar a escuridão, mas para acender a luz que possa nos guiar pelo breu rumo a um futuro são e salvo'.
Se o PT quer deixar de ser o partido do quase, que sempre disputa, mas não vence, e quer construir uma alternativa democrática e inovadora para o povo gaúcho, precisamos buscar quebrar o modelo do conflito e construir a alternativa do diálogo. O presidente Lula, vitorioso nas duas disputas presidenciais, é expressão desse novo paradigma, e seu governo de coalizão é a síntese desse novo caminho.
É preciso humildade e generosidade para reconhecer os erros e construir uma nova alternativa política. Como petista há 27 anos, acredito que meu partido e nossa militância têm essa capacidade. Vamos despir nossos corações e mentes do ódio e do preconceito e vamos nos mover pela audácia da esperança.

Diretas Já!

Galera, para quem é viciado em leitura como eu e quiser ler belos textos sobre os 25 anos das Diretas Já, entre no blog Conteúdo e Liberdade de um grande companheiro meu André Carús.

Seguindo a discussão...

Galera, me desculpem pela quebra no texto sobre o artigo “Abordagem desenvolvimentista: 20 anos depois” Go Tani
Vamos seguir na discussão, tentando minimizar os prejuízos causados por esta quebra. Não esqueçam que o texto anterior também faz parte da discussão.
Quanto ao conteúdo do artigo, da minha parte não há muito a discutir, pois sou adepta da AD, concordo em todos os seus aspectos e ainda, tenho uma postura político-ideológica que favorece essa concordância. Mas não posso deixar de mencionar alguns aspectos que me chamaram a atenção, que se salientaram durante esta agradável e inquietante leitura. Para mim, Angélica, este artigo traz muito mais que uma discussão científica. Este artigo vem explicitar, mesmo, talvez, sem querer, a postura de quem realmente (me desculpem pelo termo, mas não consigo achar outro que seja sinônimo) é FODA. Explicita que Fulano não é Fulano por mera obra do acaso.
A hermenêutica nos diz que, para realmente entendermos e interpretarmos um texto temos que conhecer o seu autor, ou seja, saber de onde ele vem, de onde ele está falando, qual foi a escola que o formou. Assim, me parece que, muitas críticas são oriundas de pessoas que não refletiram sobre a origem da área de investigação de seus autores, ou seja, comportamento motor, que não pode ser negado ser o objeto do nosso trabalho, do dia-a-dia do professor que não tem o privilégio de ocupar um espaço em uma Universidade e sim ocupa um espaço no pátio de uma escola. Além disso, foi de extrema importância o autor ter colocado a diferenciação entre Abordagem e Diretrizes.
O subtítulo 3.1 “AD: da hegemonia e pluralidade”, de maneira muito especial me deixou extremamente feliz, sorrindo pra mim mesma. A maior transformação na minha maneira de pensar e agir e a maior aprendizagem nos últimos tempos foi essa “abertura para novas idéias e propostas” que o autor fala neste subtítulo, onde também ressalta a valorização da pluralidade, de uma postura visionária. Hoje tenho extrema convicção que a pluralidade de idéias é possível na prática sim, quando as pessoas estão desprovidas de interesses menores. Tenho procurado pessoas que sei que pensam e agem de maneira diferente, vocês não imaginam o quanto aprendemos com isso.
Combater ideias simplesmente porque estão “no outro lado”, não é agradável e faz parte do passado. Passado este que não deveria ter existido. Não podemos mais admitir a ideia do “anti” e do “a favor”.
No início da página 10 o autor fala o seguinte: “Ela (abordagem histórico-crítica) vê a pesquisa com intrinsecamente política e, portanto, inevitavelmente ligada à questão de poder...” Amigos, neste momento lhes pergunto: Será que a pesquisa resistiria se ela estivesse inevitavelmente ligada à questão de poder, se ela fosse intrinsecamente política? Vocês se lembram do Gabriel, de 24 anos, e da Natalie de Jaguarão que vivem há um ano na Base Brasileira na Antártica que citei aqui no blog há alguns dias atrás, inclusive como exemplo para nós? Será que eles ficariam um ano pesquisando e estudando lá, levando em consideração as dificuldades que é viver lá (segundo as informações passadas pela parlamentar Manuela que esteve lá), por simples questões de poder? Amigos, eu tenho certeza que não. Falei para um grupo de alunos, escrevi em dois blogs e agora falarei pra vocês: Na minha opinião, ser pesquisador é se apaixonar a cada dia pela sua atividade, pelo seu objeto de estudo.
Uma pergunta que me faço: Será que, se esse livro fosse lançado nos dias de hoje, sofreria as mesmas críticas? Fazendo uma analogia com o recente episódio Jairo Jorge/Busatto X PT, acho que sim.
Bom acho que já falei demais, agora quero ouvir a opinião de vocês, tanto as favoráveis quanto as não tão favoráveis assim (para não dizer contra).
Quero fechar o meu comentário, e não poderia ser diferente, com uma célebre passagem do artigo: “Olhando para o futuro, entendo que seria construtivo se as diferentes abordagens da EFE – as já propostas e as serem propostas – reconhecessem a importância da pluralidade, incorporassem o princípio da complementaridade e, sobretudo, adotassem uma postura de HUMILDADE.” Pág. 13.
Espero ter contribuído
Forte abraço a todos
Angélica

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Discussão de artigo, mandando bala!

Galera, vamos a mais uma discussão de artigo e ideias.

“Abordagem desenvolvimentista: 20 anos depois”
GO Tani

Em primeiro lugar, quero dizer-lhes que, na minha humilde opinião, este artigo é fantástico. A maneira como foi escrito, é ímpar. Para quem acha que deve haver sentimento, emoção, convicções na escrita, aí está, sem perder o caráter científico. Este é um artigo de leitura agradável, que permite que paramos em alguns momentos e “viajamos” para outros lugares. Acredito eu, que isso se deve ao fato de o autor estar seguro de suas ideias, tranquilo nas convicções e estar escrevendo de maneira “alegre”. Me permito imaginar que talvez o autor o tivesse escrito nas férias, na praia... “Pode não parecer, mas escrevo sobre essas passagens de espírito desarmado, alma descontraída, mente até entretida...” pág.9. Isso me faz pensar: Que bom que esse Ilmo. Sr. realiza pesquisa e faz parte da área do Comportamento Motor. As outras áreas, que morram de inveja, hehehe.
Também tenho fazer um parêntesis e dizer-lhes que em um dos meus últimos dias de 2008 em Pelotas me encontrei com alguns queridos amigos (Lú, não podes faltar no próximo encontro) no antigo bar do Jara, para trocar ideias, construir conhecimento na mesa de um bar e compartilhar geladas, foi uma noite muito produtiva nestes três aspectos. Uma das pessoas presentes já faz parte da nossa linha de pesquisa, a querida amiga Flavinha, aliás, seja muito bem-vinda. Bom, neste dia travamos uma bela discussão sobre a AD. Eram 5 da manhã e praticamente berrávamos, cada um defendendo o seu lado querendo convencer o outro a mudar de opinião. O fato é que ninguém mudou de opinião. A discussão terminou com a seguinte frase da amiga e grande parceira Priscila, a Pri: “Angélica, não podemos priorizar o aspecto motor... Depois que tu deres aula numa escola, voltamos a discutir.” Alguém que já tenha dado aula em escola pode me explicar o porque desta afirmação? Tive que calar a boca. Ah, mas acho que deixei o Gabriel com uma pulga atrás da orelha.
Quanto o artigo, algo que me chamou bastante a atenção foi que o autor o escreveu em primeira pessoa, o que vem de encontro à escrita científica, mas que, em contrapartida torna mais agradável a sua leitura. Escrita muito parecida com a de jornalistas.
O quê me ocorreu durante a leitura foi a inevitável relação deste artigo com o recente episódio Jairo Jorge/Busatto X PT. Ocorreu isso pra vocês também?

Galera, por motivos de força maior, terei que seguir em um outro momento...
Até mais
Beijos
Angélica

Lú querida!!!

Fica bem logo, por favor!!!
Ah, não vais dizer, de novo, que estou apaixonada, pelos posts abaixo.
Beijão

Fal(h)ar!

Este é o segundo texto do qual falei no post abaixo.

"Ele aprendera a não falar. Não falar que sentia fome, dor, sono, angústia, alegria. Era preciso que o mundo tivesse mais objetividade, lhe repetiam. Era preciso calar. Era preciso calar a alma, o coração, os músculos, se necessário. Era preciso mudar o mundo, mas esquecer a humanidade dele.
Ele aprendera a não falhar. Acertar a fala, a grafia, o passo. Era preciso atingir a perfeição, o menor erro, ocupar bem o espaço, gesticular adequadamente. Era preciso mudar o mundo, tirando dele a imperfeição.
Ele aprendera a não falar. A não falhar. Aos poucos, conseguiu. Deixou de amar." Manuela

Beijos
Angélica

Nada é para sempre!

Senhores me desculpem, mas antes de comentar o artigo do Go, tenho que publicar dois textos que acabei de ler em um blog de uma pessoa sensacional, muito querida, no blog da Manu. Esse texto aqui, achei demais, me vi nele. Sorry...

"Ela pensava que tesouros duravam para sempre. O encontrou cedo demais. Afinal, alguns passam a vida procurando por eles. Não precisava dele naquele momento. Tinha tudo, era demais. Cheia de si, olhou para o tesouro e percebeu que o seu (logo o seu!) não era de ouro. Apenas um amontoado de coisas sem valor. Guardou o tesouro no mesmo lugar. Nem cogitou a hipótese de alguém encontrá-lo. Aquela porcaria era dela e estava bem segura.
Imaginem só! Outra pessoa caminhou por outros caminhos, tão tortos e repletos de vida como os dela. Os outros caminhos levaram ao mesmo tesouro.
Ela já nem lembrava do tesouro. Mas ao vê-lo assim, nas mãos de outra pessoa, lembrou da falta que ele faria naquele momento. O tudo que ela tinha era pouco demais. Ela só precisva daquele amontado de coisas cujo valor ela percebera tarde demais." Manuela D´Ávila

Beijão
Angélica

Nando Reis

Hoje acordei com uma vontade imensa de ouvir Nando Reis no CD Player...
Me dirigi até o "Centro Popular de Compras" de Pelotas, para ver se encontrava um CD ou DVD. Pasmem Senhores, mas não encontrei. Inclusive duas vendedoras me perguntaram qual o estilo musical de Nando Reis. "Tradicionalista?" E eu, calmamente respondia, "não moça, é Rock". Voltei chocada. Nando Reis me faz tão bem... Entrei no blog de uma amiga que tem excelente gosto musical e posta Nando Reis.
Estou escutando: "estranho seria se eu não me apaixonasse por você, estranho é eu gostar tanto do seu All Star Azul..."
Estou me preparando para postar o comentário sobre o artigo do Go...
Até mais
Beijos

Artigo

“A Practice-Specificity-Based Model of Arousal for Achieving Peak Performance”
Ahmadreza Movahedi
Mahmood Sheikh
Fazlolah Bagherzadeh
Rasool Hemayattalab
Hassan Ashayeri
Journal of Motor Behavior – 2007

Galera do Lacom e amigos que freqüentemente nos visitam, esse artigo, do qual vos falo agora, não foi sugerido para leitura e debate. Esse é um dos muitos artigos lidos, juntamente com a minha orientadora, para a construção da minha dissertação de mestrado, ou seja, é um “daqueles” (referentes ao meu tema) que costumava apresentar nas nossas belas e inesquecíveis “reuniões de família”. Não vou fazer uma apresentação, nem um resumo, vou somente colocar algumas coisas.
O artigo versa sobre a Especificidade de Prática e Nível de Ativação (lembram?). Segundo a especificidade de prática, quanto mais próximo for a prática (aprendizagem de uma habilidade) do mundo real, mais benéfico será para a aprendizagem. Quanto mais uma equipe treinar situações reais de jogo, mais ela vai conseguir aplicar isso durante a competição. A querida Prof. Dra. Suzete (a nossa Índia Velha) gostava de relembrar, em aula os seus tempos de “guria nova”. Nesses preciosos momentos ela citava um exemplo, que muitos dos Senhores devem se lembrar, que um time de vôlei, adversário ao dela (não me lembro qual time), durante o aquecimento executava “peixinhos”, perfeitamente, inclusive amedrontando o time, mas durante o jogo não conseguia fazer. Isto, Senhores, se deve a Especificidade de Prática, ou seja, elas só faziam os “peixinhos” no aquecimento, mas não conseguiam aplicar à uma situação real de jogo.
Quanto ao Nível de Ativação basta lembrar-se do Princípio do U-Invertido que coloca que, para alcançarmos uma performance ótima, temos que manter um nível ótimo de ativação, que não pode ser muito alto nem muito baixo. (Extro-baixo, Intro-alto).
Os autores afirmam que o nível de ativação tem importante contribuição para a performance atlética. Falam em desenvolver as habilidades psicológicas dos atletas.
Assim, queridos, o objetivo deste estudo foi investigar se um Modelo de Nível de Ativação baseado na Especificidade de Prática seria benéfico para alcançar o ápice da performance na aprendizagem do lance livre no basquete.
Não vou entrar, por ora, em detalhes metodológicos, a não ser que vocês queiram. Digo apenas que foi realizado pré-teste, sessão de treinamento e pós-teste. Foram manipulados os níveis de ativação dos sujeitos durante o treinamento e o pós-teste. (moderado, alto, baixo).
Os resultados mostraram que, independentemente de o nível de ativação ser alto, baixo ou moderado, o mais benéfico para conseguir uma melhor performance é fazer com que o nível de ativação nas sessões de treinamento seja o mesmo encontrado nas competições ou situações do mundo real. Houve diminuição significativa da performance quando os sujeitos, no pós-teste, praticaram em um nível de ativação diferente do praticado na sessão de treinamento. Assim, tanto o baixo quanto o alto podem ser benéficos, contrariando o Princípio do U-invertido.
Os autores sugerem fortemente que o princípio do U-invertido não se aplica e sim a especificidade da prática no nível de ativação. Sugerem ainda que seja “treinado” o nível de ativação que será encontrado na competição, seja alto, moderado ou baixo.
Isto me rachou a cara...
Qualquer dúvida ou colocação, fiquem a vontade.
Valeu Galera
Um beijão
Angélica

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Só um tempo...

Antes de comentar o polêmico artigo do Go, gostaria de falar à vocês sobre um outro artigo que li, que "me tirou um pouco do lugar", onde a teoria do U-invertido é "derrubada" pelo estudo... Mas por ora, pelo menos, não vai dar... Estou com a cabeça perturbada e o coração partido. A Alícia foi embora... Vocês não imaginam o quanto isso dói, a sensação que me ocorre, parece que perdi o rumo, é estranho... Tomara que passe logo.
Até breve
Beijos

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Somente isso!

A única coisa que tenho a dizer no momento é: Pelotas é um paraíso!!! Nunca entendia porque meu pai e minha mãe são completamente apaixonados por Pelotas, gostam tanto... Agora entendo...
Beijos
Angélica

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Discussão do artigo do Go

Caros colegas, cara galera!
Como já tive uma manifestação positiva com relação a discussão do artigo mencionada no post abaixo, e esta manifestação foi da Lú, está aberta a discussão. À princípio será para próxima terça feira.
Espero que curtam. Espero que seja tão bom pra vocês quanto está sendo para mim e para a Lú
Beijão e até.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Sugestão para mais discussão...

Galera, o que vocês acham de discutirmos aqui esse último e polêmico artigo do Prof. Dr. Go Tani?

Forte abraço a todos
Angélica

Para finalizar, algumas imagens!





A terceira foto é da Estação Comandante Ferraz, local onde vivem os brasileiros na Antártica.
A segunda foto são pinguins.
A primeira foto é a Manuela com Natalie, uma pesquisadora, uma guria, de Jaguarão que vive lá.
Fonte: Manu

Gabriel, exemplo para nós!!!

A nossa vida de pesquisadores é muito mais fácil...


"Gabriel, um pesquisador de 24 anos, explicou o seu projeto de pesquisa. Não conseguia prestar atenção no que ele dizia. A idade, a convicção, o nacionalismo dele me chamaram mais atenção. É legal pensar em passar dois dias lá, né gente? Mas vocês já imaginaram o amor pela ciência e pelo país que um jovem tem que ter para passar um ano inteiro lá?
Sempre discutimos a necessidade de envolvermos a juventude num projeto sólido de desenvolvimento nacional. Lá, vi com meus olhos isso acontecer.
Escrito por Manu"

Antártica...pingüins

Galera, gosto de compartilhar com vocês idéias e coisas que aprendo no dia-a-dia mesmo que não sejam assuntos ligados à aprendizagem motora. Estive acompanhando a estadia dos nossos parlamentares na Base brasileira na Antártica, e isso me despertou muitas curiosidades, questões interessantes e quero compartilhar isso com vocês. Abaixo um relato de uma das integrantes da delegação a dep. Manuela D´Ávila:

"A chegada da nossa delegação na Estação Comandante Ferraz foi muito impactante. Ela se dá de uma maneira muito calculada, como tudo por lá. Hércules, Base Chilena, carimbo de pinguim no passaporte (o Chile tem um concepção de que aquele território é deles, o Brasil defende a concepção universalista, ou seja, é do mundo), helicóptero, desce no navio, navio por 4 horas, bote. Tudo lá é muito complicado. Vocês já pensaram como é jogar lixo num pedaço da terra quase virgem? Como a comida chega lá?
A Estação é um orgulho por diversos motivos. A organização, as pesquisas desenvolvidas, a relação de amizade entre os trabalhadores, militares e pesquisadores. Fizemos uma apresentação: deputados falavam e perguntavam, pesquisadores apresentavam as pesquisas. Visitamos todos os laboratórios, vimos o trabalho desenvolvido por cada equipe.
A vida por lá
A estação é também um lugar muito agradável. Um pedaço do Brasil no mundo gelado. É, portanto, quente. As pessoas se gostam e gostam do que fazem.
Nessa noite, após visitarmos todas as instalações, desfrutamos de uma bela recepção organizada por nossos amigos de lá. Depois, para provar que lá é Brasil também, fizemos uma roda de samba, em plena luz do dia. Mas já era uma hora da manhã.
Acordar na Antártica
No terceiro dia acordamos muito cedo. A tensão gerada pelo clima é algo permanente naquela região. Tudo tem que ser feito rápido, aproveitando as janelas que abrem-se no céu. Tivemos muita sorte. Tanto para vir, quanto para voltar. Na vinda, o mar estava agitado. Se tivéssemos atrasado mais vinte minutos, o avião não teria pousado. Para voltar foi tudo igualmente perfeito.
É estranho como aquelas 15 horas por lá mudam a nossa visão e a ampliam sobre o debate dos recursos naturais.
Quantas vezes nós gaúchos, por exemplo, percebemos que estamos, geograficamente, mais próximos daquela região do que da Amazônia? Isso faz com que o impacto do que ocorre lá, do ponto de vista climático, seja ainda maiorna nossa região.
Saímos cedo. Chegamos tarde em Punta Arenas. O dia inteiro para voltar. Pela noite nos reunimos para jantar e festejar com nosso grupo de viagem."

domingo, 18 de janeiro de 2009

Livros...

Galera, só para descontrair, coloco à vocês uma lista de excelentes livros para leitura sugeridos pela querida amiga Manuela, que entende do assunto livros. Aliás, hoje ela se encontra, juntamente com outros parlamentares, na Base Brasileira na Antártica, onde está sendo discutido a exploração daquela parte do mundo. De lá ela envia o seguinte depoimento, tremendo de frio: "Apenas quero registrar, rapidamente, o orgulho de ser brasileira. A nossa Marinha, os nosso pesquisadores do CNPq... É realmente muito amor ao Brasil."

"Sugiro como leitura de 2009 alguns dos preferidos:
El infinito en la palma de la mano, da minha ídola Gioconda Belli;
A possibilidade de uma ilha, do pós-moderno genial Houllebecq (deve faltar algo no sobrenome, sempre erro);
Carta a D. - A história de um amor, do André Gorz;
O menino do pijama listrado, livro lindo e sensível de Jonh Boyne e
Para Francisco, de Cristiana Guerra" Manú

Manú, bom trabalho pra vocês aí no gelo, depois, queremos saber tudo...

Galera beijos a todos e, embora tenha colocado esta listinha de livros, não esqueçam dos nossos artigos, sejam eles em inglês ou não.

sábado, 17 de janeiro de 2009

Enfim, a discussão do artigo...

Galera, amigos, a Lú já fez um bom apanhado do artigo, mas vou colocar alguns pontos que acredito que sejam importantes para a nossa discussão. Vamos a eles:
Estabelecimento de Metas é um fator que afeta a aprendizagem que muitas vezes é esquecido por nós;
Dentro das metas específicas temos a subdivisão de metas específicas de curto prazo e metas específicas de longo prazo;
Outra questão importante a ser discutida é o percentual para estabelecer as metas a partir de um pré-teste (10% a 60%).
Quanto ao objetivo do estudo, realmente foi um tanto quanto diverso do que eu esperava ao ler o título, mas não menos interessante. Na verdade o onjetivo do estudo foi validar um questionário que avalia o comprometimento com a meta.
Amostra: 12 sujeitos. Na minha opinião a amostra poderia ser maior, porém não podemos esquecer que o estudo não estava comparando dois grupos, como normalmente nós fizemos. Era um grupo só, onde estava sendo avaliado se os sujeitos comprometiam-se ou não com a meta. Lú, nunca um estudo tem um número X de sujeitos pela dificuldade em coletar os dados. Provavelmente os autores acharam que esse número era suficiente.
Lú, quanto a matriz de avaliação e o questionário: os autores não citaram a fonte pois foram eles que construíram ambos. Uma matriz de avaliação podemos criar quando bem entendermos. Já o questionário precisa passar por um processo de validação, como foi o caso deste estudo.
No pré-teste achei interessante o fato de as 5 primeiras tentativas não serem computadas. Isto é importante para a familiarização com a tarefa e o ambiente. Poderíamos ter usado isso na pesquisa com o pedalo. O pós-teste serviu como uma espécie de retenção. Acho que neste estudo não era necessário o teste de transferência em função do objetivo do estudo, também não aconselharia que fosse nos moldes do processo adaptativo, pois seria uma salada de frutas. (meta, um novo paradigma, questionário...)
Falando em Processo Adaptativo, vocês perceberam que os autores utilizam alguns termos deste paradigma como: "Níveis mais complexos de organização" e "salto de complexidade".
Para finalizar, o ponto que mais me chamou a atenção foi o cálculo para estabelcer metas (10% a 60%). Gostaria de ver estudos versando sobre isso. Na minha opinião, embora isso varia muito de sujeito para sujeito, acho que quanto mais perto do 60%, melhor, se o sujeito tiver oportunidade de realizar uma boa prática com feedback.
Estou pensando em fazer um estudo com esse cálculo em introvertidos e extrovertidos...
Lembram das aulas de Aprendizagem Motora? As metas devem seguir a palavra ARDE
Atingíveis
Realistas
Desafiadoras
Estimulantes
Outra coisa que levantastes Lú, a questão de vários laboratórios estarem envolvidos na construção do estudo: cuidado com isso!
Sou totalmente a favor de construirmos o conhecimento juntos, com várias mãos, trocando idéias e opiniões, porém sou totalmente contra pessoas juntarem-se somente para publicação.
Acho que, da minha parte, era isso. Se lembrar de mais alguma coisa, postarei...
E segue a discussão...
Forte abraço a todos!
Angélica

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

PARABÉNS LÚ!



Lú querida, já te falei que, para mim Angélica, foste um presente e tanto em 2008 e espero usufruir e muito deste presente e por muitos anos.
Minha parceira, nossa irmã caçula, em meu nome e em nome de toda família Lacom te desejamos um muito feliz, alegre, sorridente, louco aniversário e o melhor todos os dias.
A Alícia está aqui cantando parabéns pra ti... bem louca.
Um beijão enorme pra ti de toda esta família.
Angélica

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Srs., desculpem-me

Caros colegas e amigos... cara galera!
Não, não estou de férias... apenas não estou escrevendo no blog por estar muito carente... carente de tempo. Estou louca para postar sobre o artigo da Lú... mas não tá dando. Mas não se preocupem, vou dar um jeito de resolver logo essa minha carencia de tempo. Lú, me aguarde, por favor!
Forte abraço a todos.
Fiquem bem e felizes
Angélica

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Discussão do artigo by Lú

Galera, resolvi colocar o comentário da Lú em forma de post para facilitar a discussão.


"Pessoal a discussão é para Domingo, mas me antecipei. Já li o artigo e analisei. Abaixo vou colocar as minhas considerações a respeito da leitura:
O artigo começa abordando que as pesquisas com estabelecimento de metas iniciaram na industria e que atualmente se tornou interessante estudar no âmbito esportivo. No entanto os resultados do primeiro não são semelhantes ao segundo, uma vez que na industria os resultados confirmam a hipótese de que metas especificas são benéficas para a produção (aprendizagem), enquanto para o âmbito esportivo os resultados dos estudos (os autores citam alguns) são inconclusivos, ou apenas existe a tendência de superioridade para as metas especificas.
Quanto ao objetivo do estudo ele veio de encontro ao que a maioria dos estudos com este assunto procuram estudar. Eles objetivaram, ao invés de saber como, quanto, quando etc as metas devem ser estabelecidas, se o sujeito se compromete ou não com a meta que o experimentador fornece. Ao meu ver isso é muito importante, porque de que adinata então fornecer algum tipo de meta se a pessoa não se compromete a seguir o que foi dito???? Desse jeito não se está avaliando metas já que a pessoa não as segue.
A amostra que eles utilizaram acredito ser pouco representativa, apenas 12 sujeitos adolescentes. Mas isso pode ter sido pelo fato de que os esperimentadores tinham que estabelecer critérios individuais de metas, o que deve levar algum tempo.
Quanto as analises, ele analisaram o desempenho, porém não falaram de que lugar ou quem elaborou os critérios da tabela que ia de 1 até 6 e também foi estipulada uma escala de pontuação de 1 até 2 para cestas convertidas e não convertidas, além da aplicação do questionário que eles forneceram a referência (sendo a referencia um dos autores do artigo).
Analisando a maneira com eles organizaram a coleta de dados percebo que eles não utilizaram o paradigma do processo adaptativo e sim o antigo que estabelece que a aprendizagem chega a estabilização e pára. Acredito que o estudo já poderia ter sido feito sob este novo paradigma, mas eu sou suspeita para falar porque sou uma forte adepta a ele. Na pesuisa teve então um pré-teste, a fase de aquisição e um pós-teste, penso que foi tudo no mesmo dia, portanto a retenção podemos dizer que foi o pós-teste?? O que acham??? Faltou uma transferência (ou adaptação no novo paradigma. Mas também podemos pensar pelo lado que o objetivo deles era só testar o questionário.
Os resultados do estudo, o qual utilizou só metas especificas (eles ao final até sugerem que novos estudos sejam feitos com metas genéricas também) mostraram melhora no desempenho, o que sugere segundo os autores que a prática , mais o feedback ( o qual foi o CR sumário para não criar redundância a cada 10 tentativas da fase de aquisição) e o estabelecimento de metas auxiliam na melhora da aprendizagem. Quanto as cestas, que são aspectos qualitativos, não houve melhora, creio que pelo fato de ser no mesmo dia e os sujeitos, segundo os autores, não tinham experiência com a tarefa. Já a respeito do questionário, a primeira pergunta que falava sobre o comprometimento com a meta durante a fase de aquisição mostrou que 83% dos sujeitos estavam comprometidos com a meta, o restante estabeleceu suas próprias metas. No que tange a segunda questão, 92% dos sujeitos disseram que não se submetaram as metas estabelecidas na fase de aquisição no pós-teste. Muitos porque queriam metas mais difíceis sendo que um confessou que não estabeleceu nenhuma meta, ou seja, não se preocupou com isso. Uma explicação para este resultado segundo os autores é de que como ao longo da prática os sujeitos foram se familiarizando com a tarfea, a meta que tinha sido estabelecida anteriormente se tornou fácil e os sujeitos preferiram estabelecer metas mais complexas. Isto também mostra que a interação do ser humano com a meta é um processo dinâmico, pois a medida que o sujeito aprende ele sente a necessidade de novas experiências.
Voltando ao processo adaptativo, acredito que este momento do pós-teste era perfeito para colocar alguma adaptação (semelhante à transferência), já que os sujeitos se mostraram familiarizados, ou seja, estabilizados na tarefa.
Finalizando, gostei muito do artigo pois é uma idéia nova de pesquisa sobre metas fugindo da tradicional. Gostei também porque mostra que é importante o experimentador, ou professor no caso, ao estabelecer metas saber se elas são adequadas para aqueles sujeitos, se estes por sua vez estão comprometidos com estas e se elas não devem ser alteradas ao longo da prática para então tornar o processo mais dinâmico e motivacional.
Ao final os autores concluem que o questionário foi capaz de avaliar o comprometimento dos indivíduos com a meta estabelecida pelos experimentadores e além de mostrarem uma primeira versão do questionário, fornecem outra mais completa após terem feito as analises dos resultados e identificado que também deveriam avaliar o porque o sujeito não utiliza a meta fornecida. Eles ainda sugerem outros estudos, como é de praxe em aprendizagem motora.
Assim, achei o artigo bem rápido, de fácil leitura, além de que uma característica interessante é que houve a união de três laboratórios de Comportamento Motor de estados diferentes, isso é muito importante para a Aprendizagem Motora crescer bem unificada. Vamos seguir este exemplo.
Espero comentários.
Bjs"

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

'Vamos que vamos..." Mais artigo para discussão

Galera, embora a discussão do último artigo ainda não tenha encerrado, vamos dar início a discussão de mais artigo que também foi sugerido pela nossa colega e amiga Lú. O artigo é o seguinte:
"O Estabelecimento de Metas na Aprendizagem Motora: uma Proposta de Avaliação do Comprometimento" de Leandro Ribeiro Palhares, Alessandro Teodoro Bruz, João Vitor Alves Pereira Fialho, Alessandra Aguilar Coca Ugrinowitsch, Rodolfo Novellino Benda, Herbert Ugrinowitsch. Revista Brasileira de Ciência do Movimento, 2007; 15(3); 31-3.
Quem não tiver o artigo, por favor, se manifesta que aí envio por email.
Mais uma vez reforço aqui, é importante a participação das pessoas na discusão, é trocando idéias que construiremos o conhecimento.
Fiquem a vontade para sugestão de temas.
Forte abraço a todos!
Angélica Kaefer

Comentários depois de um curto período de descanso

Trechos de um pequeno diálogo virtual, sobre o retorno para a vida normal, sobre o início de 2009.


"Fiquei três dias sem contato com o meu celular. Um sonho!!! Poucas vezes, nos últimos dez anos, me dei ao direito de dias descanso. Estava precisando. Minha cabeça é outra, meu pensamento. Minha vontade de trabalhar... de lutar.
Recordei de Nando Reis. Ele canta: "a gente que enfrenta o mal, quando a gente fica em frente ao mar, a gente se sente melhor". Não sei se dá para resumir entre o bem contra o mal, mas que estou melhor... ah! isso estou." Manuela D´Ávila

"...fiquei pensando: "como a vida é maravilhosa"... 2008 foi o ano que mais trabalhei, foi uma luta a cada dia e embora tenha sido um ano feliz, foi um ano muito exaustivo, poucas horas de sono e muitas de trabalho, além disso não tinha perspectiva de férias, somente de alguns dias entre o natal e ano novo. Imaginava que iria iniciar o ano já cansada... Para minha felicidade isso não aconteceu, foram somente dez dias de descanso e estou novamente "a 1000 pelo Brasil", pronta para outras bem maiores e, principalmente, com muita vontade. Claro que o meu descanso foi bem mais modesto, foi nas areias de Garopaba, mas valeu. Tomara que, por muito tempo, seja suficiente 10dias de descanso para 355 de trabalho." Angélica Kaefer

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Amor pra recomeçar

Eu te desejo não parar tão cedo
Pois toda idade tem prazer e medo...
E com os que erram feio e bastante
Que você consiga ser tolerante...

Quando você ficar triste
Que seja por um dia e não o ano inteiro
E que você descubra que rir é bom
Mas que rir de tudo é desespero...

Desejo que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor prá recomeçar

Eu te desejo muitos amigos
Mas que em um você possa confiar
E que tenha até inimigos
Prá você não deixar de duvidar...

A letra desta música é linda e é do Frejat

Para quem gosta de poesia...

"Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo."

Fernando Pessoa

Fonte: Peguei emprestado do blog da Manuela.
Valeu Manú!

Artigo

Ficaremos aguardando Lú...
É isso aí! "Vamos que vamos" (Tani,2008)

domingo, 4 de janeiro de 2009

Seguindo a Discussão...

Senhores, por favor, me desculpem pelo fato de ter iniciado o post da discussão e não ter concluído. As principais justificativas são o mama da Alícia e umas geladas logo após o mama dela. Também, estou escrevendo em mais dois blogs... Hoje passei o dia na cidade histórica de São Miguel das Missões, uma riqueza em história e cultura, voltei com o orgulho de ser Missioneira renovado. Assim como Sepé Tiaraju, todos os Missioneiros são guerreiros... Bom, vamos ao que interessa...
Fiquei pensando na justificativa para a tarefa. Na minha opinião devemos colocá-la quando nos for conveniente. Não sei se esses autores costumam sempre colocar essa justificativa ou se foi somente neste estudo... Por exemplo, quando utilizamos a "tarefinha do computador" simplesmente pelo fato da praticidade, como justificaremos? Quanto aos resultados relativos a pontuação: na fase de estabilização os grupos tiveram desempenho similar. Na fase de adaptação, todos os grupos pioraram o desempenho. Quanto aos resultados relativos ao padrão de movimento, todos os grupos melhoraram e o grupo que mais de adaptou a perturbação foi o GPC 33%.
Com relação a pontuação, os grupos somente tiveram um aproveitamento de 25%.
Como houve melhora somente no padrão do movimento e não na pontuação então os autores concluiram que não houve aprendizagem. Eles colocam que não houve melhora no alcance da meta. Eu questiono essa colocação, pois se houve melhora no padrão do movimento então houve aprendizagem. Até porque, o Feedback era sobre o padrão e não sobre o resultado. Eles questionaram a validação do teste, mas eu acho que eles deveriam ter refletido antes sobre o objetivo deles com o estudo, onde eles queriam chegar, etc.
Outra coisa importante: quantia de perturbação! Prática aleatória e freqüência reduzida juntas significa perturbação excessiva. Parece ser ideal uma prática constante e uma freqüência reduzida.
Perceberam que estou escrevendo nas regras ortográficas antigas? Ainda não consegui me adaptar. Vou tentar aos poucos.
Acho que era isso...
Espero que curtam o debate, ficam a vontade, "baixam o pau"
Beijos
Angélica

Um mês...

Galera, só para compartilhar com os Senhores um dado importante... Hoje estamos comemorando 1 mês de blog. Neste um mês o blog recebeu mais 120 visualizações. Esse número é extremamente significativo. Como diz o Sr. Go Tani: "Vamos que vamos..."
Beijos

sábado, 3 de janeiro de 2009

Discussão de artigo

"Estrutura de Prática e freqüência de Feedback Extrínseco na aprendizagem de habilidades motoras" Tertuliano et al.
Acho que não é necessário fazer um resumo do artigo, o que vocês acham? Vou levantar algumas questões que me chamaram a atenção...
O artigo se tratava de dois fatores que afetam a aprendizagem motora (estrutura de prática e feedback)em um modelo de processo adaptativo.
Primeira coisa que me chamou a atenção foi o fato de os autores terem colocado uma justificativa para a utilização da tarefa, perceberam isso?
A variação das tarefas se deu através das modificações nas distâncias de execução do saque...
Com relação as regiões da execução do saque: nenhuma das 4 regiões coincidiu com a zona oficial de saque no volei, mas esse fato foi devidamente justificado pelos autores. A fundamentação se deu entorno da capacidade dos sujeitos de realizarem a tarefa avaliada no estudo piloto.
O CP era prescritivo.
Os resultados foram analisados em termos de pontuação e padrão de movimento.
OBS: não sei se vocês perceberam, mas no final da pág. 6 os autores colocaram o termo "fase de aquisição" quando queriam referir-se a fase de estabilização...
Galera, a discussão já está aberta, mas tenho muito a escrever ainda, só que agora tenho que ir fazer mama para a Alícia.
Até mais
Angélica

Primeira postagem de 2009... Estamos de volta

Fala Galera, tudo blz com vocês?
Voltei... bem, feliz, a mil pelo Brasil. É bom passar alguns dias fora do ar, em silêncio absoluto, refletindo sobre as nossas vidas...
Desejo à todos nós um 2009 muito foda, um 2009 feliz, alegre, de sorrisos, de emoções, cheio de amigos, e sobretudo, de muito trabalho.
Bom, conforme prometido, no post acima será colocado a discussão do artigo.
Beijos
Angélica