Fala Galera CDF e apaixonada por essa nossa querida área, tudo blz?
Vamos mais à uma discussão? A pauta sugerida é um artigo, que segundo um dos autores o Luciano Basso, está "saindo do forno":
"Desempenho em uma tarefa de timing coincidente e velocidade do estímulo: o uso de índices de acertos"
Maria Teresa Cattuzzo, Luciano Basso, Rafael dos Santos Henrique, Jorge Sabino Pereira de Oliveira
Rev Bras Cineantropom Desempenho Hum 2010, 12(2):127-133
Para quem não tiver acesso ao artigo e quiser participar da discussão, pode solicitar que encaminho por email ou vá direito ao http://criancaemovimento.blogspot.com/, no último post, intitulado "Saindo do Forno...". No final do post tem um link: PDF, clica lá, que terás o artigo.
Galera, boa leitura
Fiquem bem
Beijo
Angélica
Assinar:
Postar comentários (Atom)
9 comentários:
Bom acho que posso ser a primeira a comentar, certo?
Primeiro, quero parabenizar aos autores pelo trabalho, o qual ficou muito bom e super interessante de ler, mas tambem quero que se alguem poder me esclarecer alguaaas duvidas.
O tema do artigo, como no proprio titulo esta, são os indices de acertos que são muito usados nas pesquisas com a abordagem do processo adaptativo. Na minha opinião isso é muito importante como coloca o artigo, pela quastão das diferenças individuais, no caso o tempo de prática para que cada individuo aprenda. Perfeito porque pretendo utilizar esta metodologia no meu projeto de mestrado. Uma questão que quero que me esclareçam é sobre a metodologia de usar um fase de aquisição e outra de adaptação. Confesso (e posso estar sendo ignorante) que não havia lido ainda um artigo que utilizando a abordagem do processo adaptativo utilize esta metodologia, o que mais vi foram pesquisas com uma fase de estabilização e adaptação. Sei que isso pode ser só uma questão de nomenclatura, mas será que isso pode confundir um pouco o leitor?????
Uma coisa que tambem quero esclarecimentos maiores é quanto a frase da segunda pagina do artigo, uma fease de Schmidt e Lee que diz que tanto em termo filosoficos como educacionais, na maioria dos aspectos da vida, julgamos-nos nao com base na melhora do desempenho, mas com base sobre "o quê" efetivamente conseguimos fazer. Podem me explicar melhor???
Por enquanto é só, depois podemos aumentar esta discussão.
(desculpem alguma ignorancia)
Bjao
Grande Lú, é isso aí, sempre a primeira, parabéns!
Em breve o meu comentário...
As tuas dúvidas, deixo para um dos autores, o Profe Luciano esclarecer... Mas aquilo que falastes, sobre o quê conseguimos fazer, ao me ver, trata-se da relevãncia daquilo que conseguimos fazer. Por ex., não tem importancia para mim conseguir fazer uma determinada coisa se não vou utilizar nunca aquilo... Fala aí Luciano...
Estou correndo, até breve
Beijos
Galera, enfim, o meu comentário...
Em primeiro lugar, quero parabenizar os autores deste artigo, pois ele foi escrito de maneira muito clara e didática.
Já falei sobre essa passagem, mas como a Lú levantou a questão retorno a ela. No 3º parágrafo, é citado Lee e Schmidt elucidando o fato de ser julgado a relevância do quê conseguimos fazer quando comparado à uma simples melhora de desempenho. Isto está claro, pois não basta conseguirmos fazer algo, mas é necessário também que “esse algo” tenha alguma relevância na nossa vida.
Meu primeiro questionamento, refere-se às diferenças de velocidade... apenas 0,2 ms. Será que isso realmente representa diferença na execução? Não faço a menor idéia, por isso levanto a questão.
Quanto ao fornecimento de CR: por que não foi utilizada freqüência reduzida ao invés de 100%, considerando que os estudos comprovam os benefícios daquela?
Quanto aos resultados, eles corroboraram a minha hipótese, ou seja, diminuição dos erros com a prática; os acertos consecutivos aumentaram com a prática e não houve diferença de acerto entre as velocidades, acredito que isso se deva à pequena diferença da velocidade.
Minha questão final é: Por que seguir até 150 tentativas se os sujeitos estabilizaram (acertaram 3 vezes consecutivas) em 90? Por que nos estudos com processo adaptativo, os sujeitos não praticam apenas até a estabilizar, sem número fixo de tentativas?
Acho que, por ora, era isso!
Beijo Grande
Angélica
Olá,
Agradeço o espaço para conversarmos sobre o artigo. As questões e observações são bastante oportunas. Peço desculpa pela ausência e venho o mais rápido que puder falar com vcs. Por hora minha cabeça anda as tampas, defendo na sexta. Já venho tentar contribuir com a discussão.
obrigado,
Luciano
Luciano, esse espaço é pra isso mesmo, para discutirmos... Nós que agradecemos os bons artigos e as boas discussões. Estaremos lhe aguardando.
Boa sorte e manda ver na defesa. Se possível, nos conta tudo depois.
Abraço
Angélica
Olá,
Como prometido aqui estou. Obrigado pelas questões, me fizeram refletir e pensar sobre vários aspectos que até mesmo os pareceristas não comentaram.
Vamos as questões:
A Lu Toaldo perguntou sobre a diferenciação entre fase de aquisição e estabilização:
Em termos de fenômeno falamos da fase de aquisição, mas em termos experimentais, da descrição da fase do experimento, falamos da fase de estabilização. Com isso, quando o pesquisador elabora a fase de estabilização ele está imaginando que as condições e a quantidade de prática sejam suficientes para ocorrer a estabilização funcional do desempenho e com isso entende-se que é o momento da fase de aquisição dos aspectos importantes para aprender a tarefa (por exemplo, dos aspectos invariantes). No entanto, pode ser que em algum momento do texto isso possa ter sido trocado, não seria nenhum erro terrível, mas concordo que atrapalha o entendimento.
A segunda questão refere-se mais a um esclarecimento:
Quando o Schmitd e Lee argumentam que “tanto em termo filosoficos como educacionais, na maioria dos aspectos da vida, julgamos-nos não com base na melhora do desempenho, mas com base sobre ¨o quê¨ efetivamente conseguimos fazer”, eles estão argumentando que para o sujeito não importa que eu tinha 120 de pressão alta e passo a ter 119, o importante é se 120 ou 119 são pressão alterada. O significado dos valores é que estão em jogo. Não importa que eu passo de 20 pontos para 25 pontos numa tarefa qualquer, o importante é atingir a pontuação para passar de fase, para ganhar bônus. Assim, o sujeito julga-se com base no que ele conseguiu fazer com aquela determinada pontuação, e a pontuação em si não diz muita coisa... Será que ficou mais claro? Qualquer coisa é só questionar novamente... ok
A Angelica apresenta a terceira questão que refere-se a diferença nas velocidades apenas de 0,2 m/s.
Para as velocidades utilizadas nesse equipamento o acrescimento de 0,4 m/s que corresponde a diferença entre a maior e menor velocidade é aproximadamente de 30%. O que fizemos foi também elaborar um grupo intermediário. O que sabemos é que diferenças acima dessa porcentagem torna a tarefa altamente difícil, pois vale lembrar que a canaleta não tem mais do que dois metros. No entanto, como vocês viram nos resultados utilizar velocidade dentro dessas variações não acarreta em desempenho diferente, pelo menos na situação experimental utilizada. Em estudos pilotos a utilização de gradientes de mudança maiores não permitiu os sujeitos realizarem a tarefa dentro dos objetivos. Concordo que poderíamos ter apresentado tais evidências, ou pelo menos, descrito-as nas limitações.
A quarta questão diz respeito a utilização de CR em 100%. Apenas utilizamos o CR em todas as tentativas pq não tínhamos evidências para essa tarefa sobre a melhor quantidade de oferecimento e também porque não queríamos misturar os resultados. Outro aspecto é que diferentes estudos dentro do processo adaptativo também utilizam 100% de CR e gostaríamos de ter uma referência para as mesmas condições.
Quanto a última questão: pq ir até 150 tentativas se com 90 já houve estabilização.
Essa pergunta entra na essência do estudo. Não existe estabilização em si, o pesquisador é que baliza uma quantidade de critérios certos e introduz a modificação da tarefa com diferentes finalidades, ou seja, estuda o efeito de certos níveis de estabilização e outros fatores. Assim o que buscamos é ir pra além do que estava sendo tratado nos experimentos no que diz respeito ao critério de estabilização. Será que com mais prática os sujeitos continuariam com mais tentativas dentro do critério, ou não, dentro de uma sessão de prática 3 acertos consecutivos era o possível. Caso o sujeito conseguisse mais do que 3 tentativas consecutivas, quantas seriam? E 150 tentativas foi o máximo que os sujeitos do piloto realizaram sem perder a motivação.
Obrigado pela oportunidade de conversar sobre o trabalho, estou a disposição para continuar....
O que aconteceu na defesa escrevo no próximo encontro ok... até mais
Luciano
Olá,
Como prometido aqui estou. Obrigado pelas questões, me fizeram refletir e pensar sobre vários aspectos que até mesmo os pareceristas não comentaram.
Vamos as questões:
A Lu Toaldo perguntou sobre a diferenciação entre fase de aquisição e estabilização:
Em termos de fenômeno falamos da fase de aquisição, mas em termos experimentais, da descrição da fase do experimento, falamos da fase de estabilização. Com isso, quando o pesquisador elabora a fase de estabilização ele está imaginando que as condições e a quantidade de prática sejam suficientes para ocorrer a estabilização funcional do desempenho e com isso entende-se que é o momento da fase de aquisição dos aspectos importantes para aprender a tarefa (por exemplo, dos aspectos invariantes). No entanto, pode ser que em algum momento do texto isso possa ter sido trocado, não seria nenhum erro terrível, mas concordo que atrapalha o entendimento.
A segunda questão refere-se mais a um esclarecimento:
Quando o Schmitd e Lee argumentam que “tanto em termo filosoficos como educacionais, na maioria dos aspectos da vida, julgamos-nos não com base na melhora do desempenho, mas com base sobre ¨o quê¨ efetivamente conseguimos fazer”, eles estão argumentando que para o sujeito não importa que eu tinha 120 de pressão alta e passo a ter 119, o importante é se 120 ou 119 são pressão alterada. O significado dos valores é que estão em jogo. Não importa que eu passo de 20 pontos para 25 pontos numa tarefa qualquer, o importante é atingir a pontuação para passar de fase, para ganhar bônus. Assim, o sujeito julga-se com base no que ele conseguiu fazer com aquela determinada pontuação, e a pontuação em si não diz muita coisa... Será que ficou mais claro? Qualquer coisa é só questionar novamente... ok
A Angelica apresenta a terceira questão que refere-se a diferença nas velocidades apenas de 0,2 m/s.
Para as velocidades utilizadas nesse equipamento o acrescimento de 0,4 m/s que corresponde a diferença entre a maior e menor velocidade é aproximadamente de 30%. O que fizemos foi também elaborar um grupo intermediário. O que sabemos é que diferenças acima dessa porcentagem torna a tarefa altamente difícil, pois vale lembrar que a canaleta não tem mais do que dois metros. No entanto, como vocês viram nos resultados utilizar velocidade dentro dessas variações não acarreta em desempenho diferente, pelo menos na situação experimental utilizada. Em estudos pilotos a utilização de gradientes de mudança maiores não permitiu os sujeitos realizarem a tarefa dentro dos objetivos. Concordo que poderíamos ter apresentado tais evidências, ou pelo menos, descrito-as nas limitações.
A quarta questão diz respeito a utilização de CR em 100%. Apenas utilizamos o CR em todas as tentativas pq não tínhamos evidências para essa tarefa sobre a melhor quantidade de oferecimento e também porque não queríamos misturar os resultados. Outro aspecto é que diferentes estudos dentro do processo adaptativo também utilizam 100% de CR e gostaríamos de ter uma referência para as mesmas condições.
Quanto a última questão: pq ir até 150 tentativas se com 90 já houve estabilização.
Essa pergunta entra na essência do estudo. Não existe estabilização em si, o pesquisador é que baliza uma quantidade de critérios certos e introduz a modificação da tarefa com diferentes finalidades, ou seja, estuda o efeito de certos níveis de estabilização e outros fatores. Assim o que buscamos é ir pra além do que estava sendo tratado nos experimentos no que diz respeito ao critério de estabilização. Será que com mais prática os sujeitos continuariam com mais tentativas dentro do critério, ou não, dentro de uma sessão de prática 3 acertos consecutivos era o possível. Caso o sujeito conseguisse mais do que 3 tentativas consecutivas, quantas seriam? E 150 tentativas foi o máximo que os sujeitos do piloto realizaram sem perder a motivação.
Obrigado pela oportunidade de conversar sobre o trabalho, estou a disposição para continuar....
O que aconteceu na defesa escrevo no próximo encontro ok... até mais
Luciano
Olá,
Como prometido aqui estou. Obrigado pelas questões, me fizeram refletir e pensar sobre vários aspectos que até mesmo os pareceristas não comentaram.
Vamos as questões:
A Lu Toaldo perguntou sobre a diferenciação entre fase de aquisição e estabilização:
Em termos de fenômeno falamos da fase de aquisição, mas em termos experimentais, da descrição da fase do experimento, falamos da fase de estabilização. Com isso, quando o pesquisador elabora a fase de estabilização ele está imaginando que as condições e a quantidade de prática sejam suficientes para ocorrer a estabilização funcional do desempenho e com isso entende-se que é o momento da fase de aquisição dos aspectos importantes para aprender a tarefa (por exemplo, dos aspectos invariantes). No entanto, pode ser que em algum momento do texto isso possa ter sido trocado, não seria nenhum erro terrível, mas concordo que atrapalha o entendimento.
A segunda questão refere-se mais a um esclarecimento:
Quando o Schmitd e Lee argumentam que “tanto em termo filosoficos como educacionais, na maioria dos aspectos da vida, julgamos-nos não com base na melhora do desempenho, mas com base sobre ¨o quê¨ efetivamente conseguimos fazer”, eles estão argumentando que para o sujeito não importa que eu tinha 120 de pressão alta e passo a ter 119, o importante é se 120 ou 119 são pressão alterada. O significado dos valores é que estão em jogo. Não importa que eu passo de 20 pontos para 25 pontos numa tarefa qualquer, o importante é atingir a pontuação para passar de fase, para ganhar bônus. Assim, o sujeito julga-se com base no que ele conseguiu fazer com aquela determinada pontuação, e a pontuação em si não diz muita coisa... Será que ficou mais claro? Qualquer coisa é só questionar novamente... ok
A Angelica apresenta a terceira questão que refere-se a diferença nas velocidades apenas de 0,2 m/s.
Para as velocidades utilizadas nesse equipamento o acrescimento de 0,4 m/s que corresponde a diferença entre a maior e menor velocidade é aproximadamente de 30%. O que fizemos foi também elaborar um grupo intermediário. O que sabemos é que diferenças acima dessa porcentagem torna a tarefa altamente difícil, pois vale lembrar que a canaleta não tem mais do que dois metros. No entanto, como vocês viram nos resultados utilizar velocidade dentro dessas variações não acarreta em desempenho diferente, pelo menos na situação experimental utilizada. Em estudos pilotos a utilização de gradientes de mudança maiores não permitiu os sujeitos realizarem a tarefa dentro dos objetivos. Concordo que poderíamos ter apresentado tais evidências, ou pelo menos, descrito-as nas limitações.
A quarta questão diz respeito a utilização de CR em 100%. Apenas utilizamos o CR em todas as tentativas pq não tínhamos evidências para essa tarefa sobre a melhor quantidade de oferecimento e também porque não queríamos misturar os resultados. Outro aspecto é que diferentes estudos dentro do processo adaptativo também utilizam 100% de CR e gostaríamos de ter uma referência para as mesmas condições.
Quanto a última questão: pq ir até 150 tentativas se com 90 já houve estabilização.
Essa pergunta entra na essência do estudo. Não existe estabilização em si, o pesquisador é que baliza uma quantidade de critérios certos e introduz a modificação da tarefa com diferentes finalidades, ou seja, estuda o efeito de certos níveis de estabilização e outros fatores. Assim o que buscamos é ir pra além do que estava sendo tratado nos experimentos no que diz respeito ao critério de estabilização. Será que com mais prática os sujeitos continuariam com mais tentativas dentro do critério, ou não, dentro de uma sessão de prática 3 acertos consecutivos era o possível. Caso o sujeito conseguisse mais do que 3 tentativas consecutivas, quantas seriam? E 150 tentativas foi o máximo que os sujeitos do piloto realizaram sem perder a motivação.
Obrigado pela oportunidade de conversar sobre o trabalho, estou a disposição para continuar....
O que aconteceu na defesa escrevo no próximo encontro ok... até mais
Luciano
Olá Luciano!
Somos nós quem agradecemos a tua disponibilidade de esclarecer as nossas dúvidas e discutir conosco.
O teu esclarecimento, a princípio sanou as minhas dúvidas...
Vamos seguir discutindo.
Valeu!
Abraço
Angélica
Postar um comentário