
A vida tem me proporcionado diversos momentos de muita emoção. Um olhar de um idoso, o carinho de uma criança, tomar posse, representar nosso povo. Hoje vivi um desses momentos. Talvez um dos mais grandiosos, pessoalmente.
Representei a Câmara na solenidade de posse dos novos Desembargadores do Trbunal de Justiça do RS. Até aí tudo normal, não é? Sim. A diferença é que entreguei o certificado para minha própria mãe.
Cada pessoa faz a sua história, cada história rende um livro. Minha mãe é uma dessas mulheres que me orgulha. É muito corajosa. Voltou a estudar direito com cinco filhos para criar. Nunca abandonou o seu violão, fonte de nosso sustento, por um período. Não abandonou o violão nem no discurso de posse hoje no TJ, quando citou a canção "A estrada e o violeiro".
Minha mãe, durante a campanha eleitoral, gravou um depoimento que me fez chorar. Muito. Dizia: "o que mais tentei passar para os meus filhos é o que mais importante é a gente gostar de gente, das pessoas". Ela me orgulha tanto. Por que? Porque conseguiu. Ela ama as pessoas. Ama esse mundo. E nos educou para tentar, cada um ao seu estilo, melhorá-lo.
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