
Fala galera, quanto tempo!!! Esse post nasce com o intuito de darmos continuidade a discussão da Tese do Dr. Cássio. A bola da vez são as pags. 24 a 34.
Ainda, tenho que compartihar um experiência tri massa que vivenciei ontem. Acompanhei industriários, que lotaram dois onibus, em um passeio turístico pelos sete povos das Missões. Apesar de estar trabalhando, me diverti muuuuito e acho que diverti eles também... Muita história para contar! Após essa experiência posso dizer-lhes à vocês que o contato com pessoas, ainda mais elas sendo diferentes da gente, só nos traz aprendizagem basta somente nós estarmos afim de aprender.
Boas leituras e reflexões.
Viva Fito Paez, o qual estou escutando neste momento!!!
Beijos
Angélica
3 comentários:
Oi pessoal vou começar então a
Discussão da tese do cássio com subtitulo: precisao e frequencia de CR. O autor inicia este subtítulo falando das poucas pesquisas feitas para estudar a precisão de CR, as quais citando exemplos não chegam a uma conclusão definitiva, pois para adultos tanto os resultados para CRs precisos como para pouca precisão deram resultados positivos. Já para as crianças os resultados são de que como estas estão em estágios iniciais de aprendizagem, muita informação acaba por prejudicar a aprendizagem. Isso pode-se constatar na pratica, uma vez que estou estagiando no PCC da Dra ( Criança Ativa) com crianças de 3 a 4 anos. Esta semana apresentei uma atividade um tanto complexa para eles pois tinha muita informação e percebi que eles fizeram só duas das cinco funções que os solicitei. (olha a aplicação dos estudos na pratica, coisa boa ver isso).Em seguida o autor aborda a freqüência de CR e suas formas (decrescente, sumaria, com faixa de amplitude, auto controlada...). Este tipo de pesquisa é bem mais freqüente que a anterior. Um dos tipos de frequência de feedback que mais defendo é a auto controlada pelo aprendiz, a fim de não se desperdiçar as informações do feedback interno. Porem, uma questão que o Cássio não tocou foi de que temos que ter cuidado quando manipulamos este tipo de CR, uma vez que com crianças elas podem não saber identificar quando precisam de um feedback externo e assim solicitar quando desnecessário. O próximo subtítulo é sobre a frequência relativa de CR, o qual é o interesse central do estudo deste autor. A primeira parte deste subtítulo é muito interessante, pois aborda uma questão importante da evolução da área de pesquisas em Aprendizagem Motora que é a utilização de testes de transferência e retenção. Ao meu ver, assim como hoje está acontecendo com o processo adaptativo, isto foi um grande ganho para as pesquisas, uma vez que resultados poderam ser bem mais esclarecidos com estes testes e também algumas conclusões que se tinha antes com estudos de alguns autores, foram modificados.Como conclusão deste subtítulo e direcionamento para o seguinte subtítulo se nota conforme o autor citou uma superioridade para regimes menores de CR em relação aqueles regimes maiores, como os de 100% (isto é, feedback em todas as tentativas).Assim como mencionei, o próximo subtítulo mostra três hipóteses para explicar a superioridade para a frequência reduzida de CR em relação à frequências aumentadas. A primeira é a da especificidade ou da similaridade, a hipótese da instabilidade e a hipótese da orientação.Apesar da hipótese da especificidade ou da similaridade não ter respaldo para explicar o porque da frequência reduzida de Cr é melhor para a aprendizagem, ela fala que se o aprendiz executar os testes de retenção (os quais não é fornecido feedback) similares a como executou a sua pratica a aprendizagem vai ser melhor.
Continuação...Já para a hipótese da instabilidade, se o aprendiz receber feedback em todas as tentativas ele deixa de formar uma consciência solida do movimento, realizando ajustes desnecessários, o que dificulta os resultados positivos nos testes de aprendizagem. Ou seja,uma instabilidade mínima, ou seja baixas frequências de feedback, é necessária para que o aprendiz utilize suas estruturas internas para formar a representação do movimento.E a última hipótese e mais aceita é a hipótese da orientação. Esta proposta por Salmoni, Schmidt e Walter (1984) propõe que feedback em todas as tentativas causa dependência no aprendiz. Isso faz com que as estruturas internas não sejam usadas pelo aprendiz para detectar e corrigir seus erros de movimento, logo em futuras situação como ele não vai ter o fornecimento de feedback, não vai realizar o movimento com tanta proficiência quanto se recebesse freqüências menores de feedback nas tentativas de prática.Passando para o próximo subtítulo, o qual foi denominado de “Estudo do CR na perspectiva teórica do processamento de informação”. Primeiramente o autor coloca que os resultados das pesquisas com objetivo de testar as freqüências de CR são diferentes do que propõe-se na teoria, ou seja, que regimes de 100% de CR são benéficos, porque o aprendiz precisa saber certo o que errou e só as suas estruturas não são capazes de fornecer estes dados. Porém a perspectiva da hipótese da orientação, como já foi mencionada anteriormente, fala ao contrário disse, esta aborda da questão da dependência gerada por altas frequências de CR.E é isso, que a maioria das pesquisas vem concluindo. Estas pesquisas também são baseadas principalmente na abordagem motora e o autor coloca algumas características essenciais desta. Primeiro ele fala de algo muito interessante de que as pesquisas conduzidas utilizando a abordagem motora elas são baseadas em estados de equilíbrio e de estabilidade por meio de feedback negativo. Isto é, quando o aprendiz estabiliza a aprendizagem de uma tarefa esta é considerada adquirida (aprendida).Nesta vertente é que encontramos os modelos descritivos clássicos de Fitts e Posner, Gentile e Bernstein, que propõem espécies de estágios de níveis de amadurecimento da habilidade. É interessante destacar neste tipo de abordagem orientada a estabilização e consistência que a variabilidade, a desordem, a instabilidade e o erro são aspectos que devem ser evitados na prática para não prejudicar o aprendizado. Fato contrário ao que se defende na abordagem do processo adaptativo.Dessa forma, neste tipo de abordagem orientada a estabilização o feedback não pode ser usado como uma incerteza, uma vez que prejudicaria a aprendizagem, então ele é usado como um condutor até a estabilidade. Hoje, isso na maioria das pesquisas com o processo adaptativo se prova o contrário, já que o feedback é usado como forma de incerteza para fortalecer as estruturas cognitivas e assim estas se adequarem melhor as situações futuras.Bom pessoal, esta discussão estava precisando ser feita pois eu estava com saudade de falar aqui no BLOG. Gostei também, porque é o assunto que estou me aprofundando para tentar um mestrado no final do ano. Tenho uma sugestão para as próximas discussões após terminarmos a discussão da tese do Cássio, que é a de falar das teorias do comportamento motor (teoria do circuito fechado, teoria do esquema, teoria da programação motora, teoria das ações dinâmicas, teoria dos sistemas, teoria ecológica, teoria do reflexo, etc.). O que acham? Bjs todos
Lu Toaldo
Desta vez eu tinha certeza que iria ganhar...
Galera, blz? Lú, nós é que estavamos com saudades de te ouvir... e discutir é sempre bom. Embora o número de páginas para a discussão foi reduzido várias questões, como já mostrou a Lú, emergiram do texto. Vou abordar algumas.
No início do texto, o autor coloca que há poucos estudos investigando a precisão do CR. Há um número maior de estudos investigando a freqüência de CR. Porém já é fato consolidado que em estágios iniciais o CR deve ser mais geral e em estágios mais avançados, deve ser mais específico. O que me pergunto é: em que sentido há poucos estudos? Mais especificamente, o que precisamos investigar?
O conceito de CR auto-controlado colocado pelo autor é um pouco diferente, com relação aos termos e não aos significados, dos conceitos que nos deparamos habitualmente. Gostei... Gostei também de ter lido, de maneira breve, as definições dos arranjos. Sempre é estarmos revisitando estes conceitos.
Agora coloco uma dúvida minha, se alguém puder me ajudar... Eu não consigo entender porquê a frequência reduzida não beneficia a aprendizagem de parâmetros?
Outro ponto: “Teorias Clássicas x Teorias recentes”. Segundo o Dr. Go não pode mais ser usado o termo “Teorias recentes”. Aí eu questiono: que termo deve ser usado para substituir aquele, levando em consideração que estes são termos recorrentes no nosso vocabulário?
Quanto à questão paradigma antigo e novo paradigma... no momento em que estava lendo o texto me ocorreu a seguinte ideia: (acho que a Lú vai me matar) não podemos afirmar que pesquisas sob um paradigma não são tão “boas” quanto sob outro paradigma. O novo paradigma nasceu pelo fato de já haver estudos sob o antigo paradigma. É aquela velha história: “Ah, então se “x” maneira “y”, se comporta assim, como se comportará de maneira “S” (S em homenagem a nossa queridíssima orientadora)???
Galera, acho que por ora, deu!!!
Quero ouvir a opinião de vocês.
Lú, tua sugestão foi acatada, um beijão grandão pra ti e valeu pela parceria.
Beijão a todos
Fiquem bem
Angélica
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