Galera, vamos seguir discutindo a tese do Dr. Cássio. Sugerimos para a discussão, as págs. 13 a 24. Mas obviamente galera, isso não impede que seguimos com as discussões das págs. anteriores.
Beijos
Espero que curtam as discussões
Angélica
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4 comentários:
Bom Galera estamos dando continuidade a tese do Dr Cássio, desta vez da página 13 atáéa 24 que compreende o título Feedback, conhecimento de resultado e Aprendizagem Motora.
Antes, vou colocar o que achei da leitura deste trecho da tese. Esta parte trata-se mais de conhecimentos específicos da área da Aprendizagem Motora, para conseguir colocar com maior abrangência o que continha no texto eu não fiz nenhuma discussão, no entanto quem quiser esteja a vontade para abrir alguma discussão sobre determinado assunto citado no texto abaixo.
Desta forma, ao iniciar este tópico o autor começa a discutir o papel da informação e do conhecimento. Ele expõe que o conhecimento é algo passado e futuro porque já possuímos ou ainda podemos o adquirir, no entanto a informação é algo presente. Tanto para a Aprendizagem Motora como para outras funções no nosso dia a dia, a informação é responsável para diminuir as nossas incertezas. Isto é, como coloca o autor para diminuir a distância entre o que é desejado e o que será alcançado.
Assim sendo, o aprendiz e irá receber uma informação, que pode ser de fontes internas ou externas ao corpo, e dependo do esforço empregado,a informação pode obter um caráter relevante ou não. Sendo assim, podemos classificar esta informação durante o aprendizado de FEEDBACK. O feedback, pode ser advindo intrinsecamente ( fontes sensoriais que dão ao aprendiz o posicionamento do seu corpo) e de fontes externas ( como a informação dada pelo professor dos movimentos executados por um aluno). Este último, feedback extrínseco (aumentado como também pode ser chamado), pode ser fornecido de varias formas. Quanto ao momento pode ser: simultâneo - durante a execução do movimento- e terminal -quando o movimento termina. Sendo que pode ser imediato, logo em seguida da ação ou atrasada, isto é, com algum intervalo entre o fim da tentativa e da informação recebida.
O feedback extrínseco pode ser fornecido em cada execução ou sobre um bloco de execuções (acumulado). Assim como a forma de fornecimento do feedback pode ser verbal, gestual, por fotografias ou filmes. Outra classificação deste é que pode ser fornecido sobre o que causou o resultado (Conhecimento de Performance) ou o próprio resultado (Conhecimento de Resultado).
Sendo assim, o autor cria um subtítulo para falar do CP e outro para falar do CR. Sobre o CP ele coloca que é um tipo de feedback que diz ao aprendiz qual a posição que seu corpo ocupou durante o movimento, na maioria das vezes para posicionar o corpo ou as principais partes envolvidas em determinado movimento de forma a se atingir o padrão de movimento para se chegar o mais próximo da meta. Como já foi colocado, ele pode ser fornecido verbalmente, através de dados de monitores de computador (cinematicamente:variáveis cinemáticas do movimento como velocidade, agilidade). Pode ser também (este confesso que nunca tinha parado pra pensar) fornecido através de aparelhos, o chamdo biofeedback, que pode ser o resultado da FC. (Ahh coisa boa, sempre aprender mais e mais).
Logo a seguir vem o subtítulo do CR, o qual é mais extenso, por se tratar do tipo de feedback utilizado na pesquisa. O CR trata-se de um feedback fornecido externamente ao aprendiz sobre o resultado exato alcançado ou sobre o resultado dentro de uma faixa critério estabelecida anteriormente ao início da tarefa. Uma questão interessante levantada foi em relação da origem das pesquisas com CR, as quais começaram com THORNDIKE (1931). Este pesquisador através da Lei do Efeito, esta que estabelece relação entre a natureza da resposta e a avaliação posterior que lhe está associada, propôs que o CR é um fator vital para a ocorrência de aprendizagem. Já que pelo delineamento que usou em sua pesquisa o grupo que realizou as execuções com fornecimento de CR aprendeu bem mais que aqueles que não receberam CR.
Em seguida, sobre o CR, o autor toca num ponto que estes dias estava discutindo com a Dra. (Suzete), quanto porque a maioria as pesquisas utilizam o CR e não o CP. A resposta dela, foi de que o CP é bem mais difícil para manipularmos e bem mais trabalhoso. Já o CR, vamos dizer, está mais ao nosso alcance e não deixa de ter sua importância se conduzido bem metodologicamente. Na maioria das pesquisas que utilizamos o CR com vistas a dar o resultado daquela ação, nós temos que fazer com que o aprendiz não consiga identificar o resultado que alcançou. Fizemos isso por meio de venda nos olhos, por exemplo. Dessa forma acreditamos estar proporcionando um ambiente o mais fidedigno possível para encontrar as possíveis respostas para nossas dúvidas do estudo.
Dando prosseguimento ao texto do Cássio, o próximo subtítulo aborda as teorias clássicas que embasam a Aprendizagem Motora. A primeira comentada é a Teoria do Circuito Fechado proposta por Adams (1971) a qual coloca o papel importante do feedback no controle dos movimentos. Segundo o autor o CR desempenha é importante para resolver os problemas motores. E este é capaz de resolver dos inúmeros problemas motores e diminuir os erros através da ajuda concomitante do feedback intrínseco e do CR,por meio do traço perceptivo existente, ou seja, a partir daquilo que o sujeito já conhece.
A próxima teoria relatada é a Teoria do Esquema, proposta por Schmidt (1975) que veio complementar a teoria do circuito fechado que não era capaz de dar uma explicação aceitável para a execuções de novos movimentos a partir dos já aprendidos. Dessa forma, veio o conceito de Programa Motor Generalizado, em que são representações mentais abstratas que por meio de parâmetros são capazes de executar novos movimentos a partir de uma estrutura abstrata de movimento já armazenada na memória de longo prazo. É ressaltado também que com a pratica há um fortalecimento deste esquema abstrato formado dando mais solidez ao aprendizado, sendo assim possível executar novos movimentos e corrigi-los a partir do CR fornecido, mesmo nunca tendo executado este novo movimento antes. Assim como, coloca que este feedback quanto mais freqüente melhor para o individuo conseguir detectar os erros.
Logo a seguir vem o subtítulo das pesquisas utilizando CR. Dentre as várias formas de se estudar o CR, temos o fornecimento ou não de CR. Quanto a este tema, apesar de sabermos que somos capazes de aprender sem o fornecimento de CR, este quando fornecido otimiza a aprendizagem. Outra forma de se estudar é a localização do CR, ou seja, os intervalo que se dá para fornecer o CR, estes não devem ser muito curtos nem muito longos. Uma forma também citada pelo autor é o fornecimento do feedback errôneo, isto é, fornecer a resposta errada o aprendiz. Os estudos colocam que quando fazemos uso deste os aprendizes muitas vezes deixam de fazer o uso deste.
Assim sendo, pelo que percebemos, diferente da introdução o autor não faz muitas discussões mas sim explica alguns temas específicos trabalhados na Aprendizagem Motora, os quais julgo ser de grande importância que aqueles interessados em seguir estudando nesta linha de pesquisa os tenham na ponta da língua. Até uma dica para aqueles que estão começando é criar uma pasta no computador só com estes temas, explicados sucintamente, para qualquer duvida rapidamente serem consultados. Eu faço isso e é muito bom, estou sempre o atualizando.
OBS: Acredito que estes espaços que temos no blog também podem servir de troca de experiências de como se organizar para estudar. Eu gosto muito de perguntar para as pessoas como elas estudam e tal. Uma troca sempre é vantagem!!!!
Bjs
Lú, eu estava convicta que essa eu venceria. Mas agora me convenci que não tem como te ganhar... Estou terminando o meu. Está muito massa. Valeu
Beijos
Gé
"Antes tarde do que nunca..."
Fala galera, blz? Pra mim está sendo, em especial, muito prazeroso e agradável estudar e discutir esta parte da tese do Dr. Cássio. Esse texto possibilitou uma reflexão, uma viagem durante a leitura do mesmo... Adorei!
Durante a minha vida acadêmica, li muitos textos versando sobre Feedback, etc., tanto é verdade que hoje, leio conceitos de feedback de maneira automatizada. Aqui entre nós galera, não é difícil adivinhar o que iremos encontrar pela frente quando nos deparamos com algum artigo sobre feedback. Então, cheia de pré-conceitos li o subtítulo: “Feedback, Conhecimento de Resultados e Aprendizagem Motora”. Porém, ao iniciar a leitura me surpreendi positivamente. O texto trouxe “informações” as quais ainda não tinha visto. Achei extremamente interesse e oportuno o autor ter trabalhado o conceito de informação, o qual é muito importante para o tema feedback. Certa feita ouvi alguns amigos jornalistas falarem em teoria da comunicação, já ouvi também a querida Dep. Manuela falar sobre o seu desejo de ser professora de “Teoria da Comunicação”, porém, eu nunca tinha transportado essas informações para a Aprendizagem Motora. É bom começarmos a pensar em aspectos mencionados tais como: A informação vai reduzir a incerteza conforme a base de conhecimento do aprendiz. No processo e aprendizagem, vai ser agregado valor a informação dependendo de como esta for utilizada pelo aprendiz e essa utilização vai depender desta base de conhecimento. Aí, eu aqui viajando (alguém já leu o livro “Tome um café consigo”?), me questiono: a mesma informação que fornecemos aos sujeitos podem influenciar de maneira diferente o processo de aprendizagem.
“A informação reduz o custo de aprendizagem”.
Outra questão que ficou “pipocando” na minha frente: Se o objetivo é agregar valor a informação, ou seja, remover alto grau de incerteza se faz necessário, estudos que buscam investigar aspectos qualitativos da informação.
A seguir o autor passou a falar sobre CP e CR. Lú, não cheguei a estranhar, mas chama a atenção o fato de ele ter falado meia página sobre CP e 7 páginas sobre CR. Aí tu podes me dizer: “Ah Gé, mas ele não usou CP no estudo, ele usou só CR...” Aí, eu vou lhe dizer: “Tá, ele usou só CR sim, mas e aí?” Viajei ao ponto de chegar a seguinte idéia: Acho que foi para a Dra., que enviei um email dizendo, entre outras coisas, o seguinte: “Saldo do último findi: quanto menos conhecimento ou profissionalismo as pessoas possuem, menos importância dão à Aprendizagem Motora.” Falei isso pois estava indignada com perguntas do tipo: “Pra que servem essas pesquisas, o que faço com tudo isso?” Bom, onde quero chegar... Minha intuição me diz que foram 7 páginas de CR e somente ½ de CP, pois se tem muito mais conhecimento, informações comprovadas, dados sobre CR, já o mesmo não acontece com o CP, que, de fato, é mais utilizado no cotidiano de escolas e academias. E lhes pergunto caros colegas, minha irmãzinha Lú, de onde provém todas essas informações e conhecimentos??? Da onde??? DA PESQUISA!!! AH, DA PESQUISA SIM!!! Preciso responder o “pra que serve tudo isso”??? Desculpem-me pelo desabafo, mas não estava mais agüentando isso.
Lú, quanto ao Biofeedback, convivo muito com isso nos meus artigos sobre desempenho motor e traço de personalidade.
No início do item 3.3 o autor fala “a informação dada pelo mestre...” Acho que ele quis dizer maestro.
Quanto as teorias clássicas da aprendizagem motora no item 3.4: No início do meu comentário, quando falei que o texto me surpreendeu positivamente, era neste ponto que me referia. Adorei esta parte, me rendi a ela, não só pelo conteúdo, mas pela forma didática com que foi escrita e também pelo momento que estou vivendo. Geralmente, na vida acadêmica não temos como fugir do imediatismo, ou seja, passei dois anos focada somente na relação aprendizagem motora e traços de personalidade. Nestes casos, não nos é possível fazer leituras de teorias clássicas ou até sobre o histórico da área. Em algum momento, isso nos faz falta. Por isso que achei fantástica esta parte do texto. De uma maneira muito leve o autor nos relembrou dos mecanismos da formação do esquema motor (esquema de lembrança e esquema de reconhecimento). Galera, vocês lembram que ele falou no curso do simpósio: “A cada movimento realizado o indivíduo armazena quatro informações na memória de curto prazo: a) condições iniciais; b) especificações da resposta; c) conseqüências sensoriais; d) resultado da resposta.”
Quanto ao Esquema é importante ressaltar que devemos organizar as sessões visando sempre fortalecer o esquema. Devemos pensar: Como podemos trabalhar para fortalecer o esquema?
D-Ú-V-I-D-A: fiquei com uma dúvida, me ajudem, por favor: no final da página 21 e início da pág. 22 o autor escreve o seguinte: “Nessas teorias, de forma implícita, existe a proposição de que o processo de aprendizagem de habilidades motoras é otimizado com CR frequente , preciso e imediato...” O que fortalece o esquema motor, segundo o texto são a variabilidade de prática e o desenvolvimento da capacidade de detecção e correção de erros. Para desenvolver esta capacidade é necessário reduzir a freqüência de feedback, certo? Hoje sabemos que freqüências reduzidas beneficiam a aprendizagem, porém a minha dúvida é, se essas teorias pregavam que freqüências maiores e mais precisam fortaleciam o esquema e se, se manifestaram posteriormente admitindo o contrário, se este for realmente verdadeiro.
Outra coisa, está claro no texto que o erro também contribui para o fortalecimento do esquema.
Gostaria de saber, se alguém puder me ajudar, no início do item 3.5 o autor fala quase todas as pesquisas com CR se deram através da abordagem motora, SALVO ALGUMAS EXCEÇÕES. Se tiver conhecimento sobre uma destas exceções, por favor, se manifeste e grite para nós.
Agora, convido-os a viajar comigo na Atividade Interpolada:
Atividade interpolada durante o intervalo pré CR em tarefas simples: efeito positivo na aprendizagem da tarefa principal. Porquê?Será porque o aprendiz quando receber a informação vai estar menos ansioso (nível de ativação mais baixo)? Ou será que tem influência na detecção e correção de erros. Será que fortalece o esquema, mas como? Esse efeito positivo não ocorre quando a tarefa é complexa. (talvez, em tarefas complexas, à medida que o tempo passa o aprendiz fica mais nervoso).
Atividade interpolada no intervalo pós-CR: se for de caráter cognitivo é prejudicial, se for de caráter motor pode otimizar. Acredito que a atividade cognitiva pode atrapalhar no processamento de informações. Mas aí fica a questão: porque a atividade motora ajuda??? O fato de a cognitiva atrapalhar, até tem uma lógica, mas a motora ajudar...
Bom galera, acho que é isso! Desculpem-me por ter me alongado.
Beijos
Boas “viagens”
Angélica
Gé tu realmente foi demais. Pode sempre viajat assim que eu vou gostar. fazer perguntas para se pensar é muito bom e dinamico, acredito que fortalece a aprendizagem por ser maid dificil e mais estruturas cognitivas serem movidas. Desta forma vou pensar até amanha nisto e te preparo uma resposta.
Realmente nossa área de estudo é demaiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiisssssssssss.
Bjs
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