quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Pés no chão

Achei este texto maravilhoso, perfeito para mim.
Roubei do blog "O que eu desejo ainda não tem nome" "lmflavia.blogspot.com"

"Desde pequenos nossos pais esperam ansiosos pelos nossos primeiros passos. Mal conseguimos dar dois passos antes de cairmos novamente e já é aquela festa.

Aí o tempo passa, os anos passam e os filhos resolvem dar seus primeiros passos sozinhos. Ótimo? Que nada, a proteção dos pais, a luta deles para que as crias não sofram, acaba por sufocar e retardar esses passos. A independência parcial tão sonhada por alguns, é sempre adiada, é sempre indesejada.

Incoerência? As mesmas pessoas que esperam um ano pelos primeiros passos, passam anos a fio tentando nos deter em seus braços, em sua manta protetora. Debaixo das asas de nossos pais nada de ruim nos acontece. Eles seguram nossas mãos e resolvem. Às vezes até deixam que a gente acredite que nós resolvemos...

Como filhos, o que mais queremos não é isso. Queremos arrumar encrencas e resolvê-las. Queremos amar, e sofrer com a falta de reciprocidade. Queremos tomar todas, e sentir a ressaca. Queremos dar murros em ponta de faca, e curar nossos cortes. Mal sabemos que a tal obediência que nos cobram é sinal de proteção. Mal sabemos que as rédeas curtas são para que as quedas sejam ensinamentos, mas que não machuquem tanto.

O que todo filho quer e não tem é a liberdade. Liberdade na medida exata. E os pais são responsáveis por isso. Se libertam demais, podem arcar com as conseqüências. Se nos amam demais e sufocam, também. Se são desleixados ou demonstram pouco interesse são culpados. Pobres pais... E mesmo assim eles nos amam!

Só que, cedo ou tarde, cada um tem que seguir seu caminho. Cada um de nós tem que sair da sombra de papai e mamãe e aprender com a vida, com os amigos. Temos que ir em busca de cada conquista. Temos que aprender a caminhar com nossas pernas e saber levantar a cada tombo. Saber comemorar cada vitória. Saber vibrar, amar, viver. Tudo longe.

E nessa história toda, nossos amigos são fundamentais. Com eles saímos aos poucos do casulo. Com eles aprendemos a andar com um pé lá e outro cá. Com eles sofremos nossas mais fortes emoções. Os primeiros: beijo, amor, decepção, pileque... E o bom é saber dosar cada uma dessas partes tão importantes e fundamentais de nossas vidas.

Meus amigos, aqueles que me fazem acreditar que tenho pra onde me atirar, me ensinaram uma das mais importantes lições: não andar com os pés no chão. Ms meus pais me ensinaram a andar com os dois pés nos chão. Me ensinaram que posso sonhar e que posso correr pra eles a qualquer hora. E com isso me deram força o suficiente para ir longe, para buscar o que mais sonho."

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