Galera, conforme sugestão da Lú, iniciaremos mais uma discussão de textos acadêmicos.
O texto da vez é o Capítulo da Suzete do livro organizado pelo Go. (aquele livro verde)Sempre falo, e não me canso de falar: este capítulo é foda. Lú, tu podes iniciar a discussão? Pois estou escrevendo a dissertação. Inclusive podemos sugerir a autora uma 2ª edição do capítulo.
Boa leitura
Abraço
Angélica
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6 comentários:
Posso iniciar sim. Em breve começaremos. Bjs
Angélicaaaaa....Tchê que desgraça...
Há muito acompanhava os posts no blog, e nào descobria como postar, opinar, enfim...
Desbloqueei umas funções aqui no meu PC e ficou tudo liberado...
Poxa, nào tava sabendo que fostes de Pel...Mas, é isso ai,tocando e frente sempre, e deixando saudades por ai...hehhe
Passei só pra desejar uma "buena suerte" nessa nova cidade, neste novo ciclo...
Que sigas sempre, com essa vontade de crescer, teu chimarrão, tuas "sacadas"engraçadas e algumas balinhas p os colegas ;)
Beijos e felicidades...
Inicialmente nào participarei dessas discussões, pois estou mergulhada no universo "Down" terminando algumas coisas do meu projeto...ou melhor, como diria a dona do blog: metendo bala!!!! hahaha
Oi Camila, que bom te ver por aqui... Pois é, loira tem dessas coisas (heheheh). Minha saída de Pelotas foi tão repentina que nem eu consegui me situar ainda. Mas o mundo não pára para descermos e curtir um pouco, temos que tocar em frente. E as saudades... levo-as comigo. Esses dias falei que estava até com saudades da Ilma. Sra. Dra. Suzete enchendo o saco: "E aí??? e o projeto??? e as pesquisas??? Coletaram os dados???"
Obrigada Camila, com certeza sem essas coisa que mencionastes, não sigo em frente.
Estarei sempre aqui, e todos são sempre muito bem vindos às discussões quando puderem. Bom trabalho e manda bala!
Angélica
Lú, ficaremos aguardando!
beijo
Gé começando a discussão do capitulo com o Titulo:
FREQÜÊNCIA DE CONHECIMENTO DE RESULTADO E APRENDIZAGEM MOTORA: LINHAS ATUAIS DE PESQUISA E PERSPECTIVAS. (Suzete Chiviacowsky, Fonte: TANI, Go. Comportamento Motor: aprendizagem e desenvolvimento. Primeiramente gostaria de parabenizar a autora deste capitulo, pois a leitura deste é bastante didática e de fácil compreensão. O que possibilita, principalmente para aqueles iniciantes na linha de pesquisa da Aprendizagem Motora (AM) compreenderem bem o conteúdo do mesmo.
A autora inicia o cap. abordando um pouco da linha de pesquisa da AM e quando fala sobre os fatores que a afetam evidencia o que abordará no desenrolar do cap.. Este é, o famoso “FEEDBACK”, o qual a meu ver é de extrema importância e tenho muita afinidade e curiosidade de o estudar.
Em seguida ocorre a diferenciação do que é Conhecimento de Resultado (CR) e Conhecimento de Performance (CP). Ambos são tipos de feedback e o que os diferencia é o momento de apresentação. Enquanto o CR diz respeito à informação fornecida sobre a resposta do movimento, o CP diz respeito ao padrão de movimento.
Neste momento me surgiu uma duvida, qual será o melhor, o CR ou o CP? Acredito que isto deve ter muito a ver com o tipo de tarefa e as demais variáveis manipuladas, no entanto gostaria de alguma ajuda de alguém mais entendido no assunto.
Posteriormente a autora comenta que o CR é uma variável que serve como fator motivacional, orienta a uma resposta apropriada do movimento e etc. Por isso este é importante na aprendizagem.
No próximo subtítulo o assunto são as linhas de pesquisas atuais sobre o CR. O resultado encontrado em alguns estudos é de que, ao contrário do que se acreditava antigamente, grupos com freqüências de CR menores durante a aquisição são apresentam melhores resultados em testes de retenção e transferência do que os grupos com freqüências maiores de CR na aquisição. Uma das explicações é de que freqüências aumentadas geram dependência no aprendiz e quando os indivíduos são submetidos a testes em que o CR não é fornecido eles não conseguem realizar a tarefa tão bem quanto o outro grupo com freqüências reduzidas.
É importante analisar que estes estudos se preocuparam apenas em testar uma habilidade. No entanto, testando o PMG, que diz respeito a classe de movimentos, os resultados também são favoráveis a freqüências diminuídas de CR.
Quando falamos em estudos que investigaram diferentes PMG na mesma tarefa relacionando com a interferência contextual (prática randômica) também freqüências menores de CR foram mais positivas. Resumindo, freqüências menores de CR foram benéficas em todos os tipos apresentação de tarefas.
O próximo subtítulo fala sobre outra forma de apresentar o CR que á faixa de amplitude. Pode ser uma freqüência reduzida e decrescente ou uma freqüência aumentada. De acordo com os estudos citados, a maioria encontrou resultados favoráveis a fornecimento de freqüências reduzidas de CR, uma vez que isto possibilita ao aprendiz não ficar dependente do que o experimentador tem a informar.
Quanto ao CR decrescente estudos ainda não confirmam a sua eficácia, sendo que a idéia de fornecer mais feedback no início da aprendizagem e à medida que acontece a pratica se reduz o fornecimento de CR por mim é bastante aceita. Uma duvida que fica é será que não encontraram resultados conclusivos pois foram utilizadas tarefas experimentais com pouca validade ecológica? Porque penso que se tu tem mais tempo para deixar o aprendiz praticar talvez de certo reduzir o fornecimento de CR, será????
Outra freqüência de CR é o CR sumário que de acordo com a autora possui um efeito bastante positivo. Eu não tenho muito a falar sobre ele, pois não lembro se já li algum artigo que o utilizava. Alguém pode contribuir?
O seguinte é o CR Médio, o qual muitos estudos não mostram beneficio de se utilizar.
Em seguida temos o CR auto-controlado, o qual acredito ser o melhor. Uma vez que o aprendiz só solicita CR quando acha necessário. A grande questão é saber se o individuo sabe quando necessita de CR. Estudos mostram que em adultos é benéfico se utilizar deste tipo de CR, porém os resultados com crianças já não são tão conclusivos quanto a seu beneficio.
O subtítulo seguinte fala das hipóteses explicativas do beneficio do CR (Hipótese da especificidade ou similaridade, da Instabilidade ou Maladaptive short-term corretions, da orientação ou guidance hypothesis), sendo a que a mais aceita é a Hipótese da orientação que defende que freqüências aumentadas de CR geram dependência no aprendiz.
Em seguida são apresentadas duas perspectivas de pesquisa futuras, uma diz respeito àquelas que seguirão a pesquisa dentro do paradigma vigente tentando utilizar tarefas mais complexas, uma vez que a maioria dos estudos utiliza tarefas simples. E a outra é utilizando o novo paradigma, isto é das Ciências da complexidade (Sistemas dinâmicos), que considera fatores de acaso, desordem, incerteza e instabilidade além de defender a ação mutua durante a aquisição de habilidades motoras do feedback negativo e do positivo. Assim perturbação (instabilidade)+Feedback negativo(neutralizados)+ feedback positivo(capacidade de auto-organização do sistema)= + possibilidades para o individuo se auto-organizar.
Assim ao encerrar este resumão eu me pergunto: Será que dentro do novo paradigma (ele é processo adaptativo com fase de estabilização e fase de adaptação????) fornecendo freqüências reduzidas de CR o aprendiz chegará a estabilização? Será que depende muito o Desenvolvimento Motor de sujeito??? Outra questão que gostaria que entrasse em pauta de discussão é quanto as tarefas a serem utilizadas, qual a capacidade de generalização dos resultados com pesquisas utilizando uma determinada tarefa, ou PMG com suas varias versões ????
Bom acho que era isso, desculpa me estender muito mas é que fico empolgada.
Bjs
Uma pequena contribuição acerca do CR sumário.
Bom gente, o CR sumário existe quando a informação é dada a cerca de uma série de tentativas, após a execução de uma última tentativa. ÃH?
Ou seja, supomos que eu, Camila, estou testando a Lú Toaldo numa tarefa de timing, a do teclado mesmo, e estipulei que o CR será dado num número de 5 tentativas.
Ao final do primeiro bloco, de dez tentativas geralmente, eu dou o CR para a Lú Toaldo sobre suas cinco tentativas do primeiro bloco de tentativas.
Assim, já podemos observar que neste tipo de arranjo pode haver certa dificuldade do aprendiz para “entendê-lo”, pois talvez, ele não vá associar a informação (o resultado da ação) com a localização temporal do CR (“lembrar”da tentativa).
Com relação á eficácia desse tipo de CR, alguns estudos (Lavery e Suddon, 1962) apontaram que quanto maior o fornecimento desse, 10 ou 15 tentativas, melhor seria o desempenho nas fases de transferência e retenção.
Porém, em estudo com mesmo delineamento experimental (Schmidt, Lange e Young, 1990) agora utilizando uma tarefa mais elaborada, o grupo que recebeu menor quantidade de CR, foi superior ao outro.
Nesse contexto, outros estudos surgiram, e obtiveram resultados semelhantes, mesmo que, com a utilização de diferentes tarefas.
A explicação nesses estudos, para essas discrepâncias de resultados, é a de exista uma FAIXA ÓTIMA do fornecimento desse CR sumário durante a prática.
Ou seja, essa faixa, nada mais seria do que a freqüência do fornecimento do mesmo, fazendo-nos perceber que de modo geral, existe uma estreita relação entre o CR sumário e os efeitos da freqüência relativa de CR.
Em tese, o “SEGREDO” é a freqüência do fornecimento seja sumário, médio, auto... E por ai vai...
Espero ter ajudado e contribuído de alguma forma, desculpem-me a “brevidade”, mas uma “dissertação” me espera, e ás vezes até me chama, me acorda... Essas coisas!
Bom findi á todos, e bom Carnavalzito também!
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