domingo, 4 de janeiro de 2009

Seguindo a Discussão...

Senhores, por favor, me desculpem pelo fato de ter iniciado o post da discussão e não ter concluído. As principais justificativas são o mama da Alícia e umas geladas logo após o mama dela. Também, estou escrevendo em mais dois blogs... Hoje passei o dia na cidade histórica de São Miguel das Missões, uma riqueza em história e cultura, voltei com o orgulho de ser Missioneira renovado. Assim como Sepé Tiaraju, todos os Missioneiros são guerreiros... Bom, vamos ao que interessa...
Fiquei pensando na justificativa para a tarefa. Na minha opinião devemos colocá-la quando nos for conveniente. Não sei se esses autores costumam sempre colocar essa justificativa ou se foi somente neste estudo... Por exemplo, quando utilizamos a "tarefinha do computador" simplesmente pelo fato da praticidade, como justificaremos? Quanto aos resultados relativos a pontuação: na fase de estabilização os grupos tiveram desempenho similar. Na fase de adaptação, todos os grupos pioraram o desempenho. Quanto aos resultados relativos ao padrão de movimento, todos os grupos melhoraram e o grupo que mais de adaptou a perturbação foi o GPC 33%.
Com relação a pontuação, os grupos somente tiveram um aproveitamento de 25%.
Como houve melhora somente no padrão do movimento e não na pontuação então os autores concluiram que não houve aprendizagem. Eles colocam que não houve melhora no alcance da meta. Eu questiono essa colocação, pois se houve melhora no padrão do movimento então houve aprendizagem. Até porque, o Feedback era sobre o padrão e não sobre o resultado. Eles questionaram a validação do teste, mas eu acho que eles deveriam ter refletido antes sobre o objetivo deles com o estudo, onde eles queriam chegar, etc.
Outra coisa importante: quantia de perturbação! Prática aleatória e freqüência reduzida juntas significa perturbação excessiva. Parece ser ideal uma prática constante e uma freqüência reduzida.
Perceberam que estou escrevendo nas regras ortográficas antigas? Ainda não consegui me adaptar. Vou tentar aos poucos.
Acho que era isso...
Espero que curtam o debate, ficam a vontade, "baixam o pau"
Beijos
Angélica

5 comentários:

Lu Toaldo disse...

Oi pessoal!
Vou fazer o meu comentário a respeito do artigo que usugeri para discussão.
Primeiramente parabéns Gé pelo comentário e sei que o meu não chega nem aos pés do teu. Está muito bom. Mas vou então fazer o meu humilde comentário:
Algumas destas questões que tu colocou também me chamaram a atenção. Eu gostei bastante desta justificativa quanto o motivo pelo qual utilizar a determinada tarefa de saque por cima do voleibol, eu nunca tinha visto em nenhum artigo justificativa tão detalhada, apenas uma justificativa simples.
Porém uma coisa tenho duvida, como eles sabem que as crianças, digo algumas, não tinham experiência com a tarefa? Nesse sentido eles falam com a tarefa determina por eles ou a experiência com o fundamento saque por cima? Será que este não seria um problema com tarefas muitos comuns como esta? Já que nas escolas o Voleibol é um conteúdo bastante dado, bem ao contrário do pedalo por exemplo.
Outra coisa que me chamou a atenção, já que tenho muito interessa nisso, é quanto aos fatores que afetam a aprendizagem motora (feedback, estrutura de prática, instrução verbal, demonstração...). No texto fica bem evidente que para se organizar uma prática estes fatores estão sempre interagindo, mesmo que o objetivo da pesquisa seja estudar apenas um ou a interação de dois fatores. Gostei disso porque gosto muito de imaginar estas tarefas na prática e assim ajudar mesmo na situação real de ensino aprendizagem.
Acredito que no momento não tnho muito mais a contribuir já que a Gé já falou bastante e não vou repetir o que concordo com ela. Penso mais ou menos parecido, até porque ela é minha prof. (hihihi).
É isso aí.
Bjs

Lacom Esef Ufpel disse...

Humilde comentário LÚ????
Eu nunca tinha visto justificativa para a tarefa nem simples nem detalhada.
A tarefa e o fundamento saque por cima são a mesma coisa.
Quanto a como eles sabem sobre a experiência anterior com a tarefa. A forma mais prática e direta é perguntar a cada crinaça se ela já teve ou não experiência com a tarefa. Pressupõe-se que crianças desta idade não tenham tido contato com a tarefa nesta idade. Mas agora Lú, tocaste numa questão interessante, quando falamos em processo adaptativo creio que isto não é relevante em função de cada sujeito executar um número x de tentativas até chegar a estabilização. Já pensaste nisso? Isso me veio a cabeça agora... O que achas?
Outra coisa que tocaste Lú, em qualquer pesquisa que iremos realizar, seja tarefa de laboratório, seja uma tarefa mais aplicada fizemos uso de vários fatores. Por exemplo, eu nunca realizei uma pesquisa sem dar a instrução, seja verbal, seja através de modelo. A diferença é que isolamos as variáveis. Esses dias atrás, após discutirmos aprendizagem motora, solicitei à uma menina que preparasse uma aula fazendo com que houvesse maximização da aprendizagem motora, ou seja, que ela utilizasse cada fator da melhor maneira possível. Deu certo... Ela aprendeu aprendizagem motora desta forma.
Lú, nunca deixe de falar simplesmente pelo fato de eu ter falado bastante, pois sendo assim nunca vais falar. Lembra? Eu sempre tenho que dar minha opinião em tudo. Falo muito e o pior é que não quero mudar...
E prof. Lú? Já estou muito feliz se disseres que és minha parceira de pesquisa. Se algum dia eu tiver uma aluna "Lú", pago um caminhão de geladas.
Galera, a discussão não encerra aqui, por favor. Podemos falar e ouvir muito mais.
Minha irmã caçula Lú, muito obrigada pela sugestão do artigo e obrigada pelo rico comentário. A cada dia acredito mais que discutindo juntos, cada um colocando suas idéias, é muito mais eficaz na construção do conhecimento.
Falow galera?
Forte abraço à todos

Lu Toaldo disse...

Gé brigadão pelos elogios e por sanar algumas dúvidas que ficaram. Quanto a questão que levantasse sobre a quantidade de tentativas individuais para se chegar a estabilização, as pesquisas que já li estabelecem um critério para dizer se aquela pessoa chegou ou não a estabilização e assim passar para a fase de adaptação, uma vez que o aquisição da aprendizagem difere de pessoa para pessoa. Acredito ser isto uma questão muito relevante nas pesquisas, até porque cada um vai ter seu tempo de aprendizagem. Outra coisa, quanto aos fatores eu sei que eles estão sempre interagindo, mas a maioria dos artigos que já li não falaram tanto nesta interação quanto este que estamos discutindo. Este fato achei interessante, principalmente para aquelas pessoas que estão iniciando na Aprendzagem Motora e muitas vezes não conseguem ver as coisas sem ser de forma fraguimentada, entende????
Bom Gé e pessoal acredito que era isso. Espero a colaboração de outros porque esta muito legal esta discussão, to gostando bastante.
Que venham mais artigos.
Bjao a todos.
( Gé e pessoal, se tiverem outro artigo mandem para após está discussão já começarmos outra, o que acham?????)

Lacom Esef Ufpel disse...

Quanto a interação dos fatores... Entendo sim Lú. É que em termos de pesquisa são poucas onde há a interação de fatores, até porque é mais complicado, porém são de suma importância. Mas temos que ter consciência que as coisas acontecem desta forma pois é assim que a ciência caminha. Assim como a Lú também espero a colaboração de outras pessoas, com outras ideias, outros pensamentos para que possamos compartilharmos e crescermos juntos. A discussão está muito legal. Estou me sentindo na mesa de um bar, onde realmente acontece a construção do conhecimento.
Lú, podes indicar outro artigo?
Encerro este comentário com uma frase da querida amiga Manuela:
"A vida??? Que venha de novo!!!"
Beijão

Lu Toaldo disse...

Então vamos lá. Amanhã ja mando um novo artigo.
Bjs