Galera, embora a discussão do último artigo ainda não tenha encerrado, vamos dar início a discussão de mais artigo que também foi sugerido pela nossa colega e amiga Lú. O artigo é o seguinte:
"O Estabelecimento de Metas na Aprendizagem Motora: uma Proposta de Avaliação do Comprometimento" de Leandro Ribeiro Palhares, Alessandro Teodoro Bruz, João Vitor Alves Pereira Fialho, Alessandra Aguilar Coca Ugrinowitsch, Rodolfo Novellino Benda, Herbert Ugrinowitsch. Revista Brasileira de Ciência do Movimento, 2007; 15(3); 31-3.
Quem não tiver o artigo, por favor, se manifesta que aí envio por email.
Mais uma vez reforço aqui, é importante a participação das pessoas na discusão, é trocando idéias que construiremos o conhecimento.
Fiquem a vontade para sugestão de temas.
Forte abraço a todos!
Angélica Kaefer
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2 comentários:
Pessoal a discussão é para Domingo, mas me antecipei. Já li o artigo e analisei. Abaixo vou colocar as minhas considerações a respeito da leitura:
O artigo começa abordando que as pesquisas com estabelecimento de metas iniciaram na industria e que atualmente se tornou interessante estudar no âmbito esportivo. No entanto os resultados do primeiro não são semelhantes ao segundo, uma vez que na industria os resultados confirmam a hipótese de que metas especificas são benéficas para a produção (aprendizagem), enquanto para o âmbito esportivo os resultados dos estudos (os autores citam alguns) são inconclusivos, ou apenas existe a tendência de superioridade para as metas especificas.
Quanto ao objetivo do estudo ele veio de encontro ao que a maioria dos estudos com este assunto procuram estudar. Eles objetivaram, ao invés de saber como, quanto, quando etc as metas devem ser estabelecidas, se o sujeito se compromete ou não com a meta que o experimentador fornece. Ao meu ver isso é muito importante, porque de que adinata então fornecer algum tipo de meta se a pessoa não se compromete a seguir o que foi dito???? Desse jeito não se está avaliando metas já que a pessoa não as segue.
A amostra que eles utilizaram acredito ser pouco representativa, apenas 12 sujeitos adolescentes. Mas isso pode ter sido pelo fato de que os esperimentadores tinham que estabelecer critérios individuais de metas, o que deve levar algum tempo.
Quanto as analises, ele analisaram o desempenho, porém não falaram de que lugar ou quem elaborou os critérios da tabela que ia de 1 até 6 e também foi estipulada uma escala de pontuação de 1 até 2 para cestas convertidas e não convertidas, além da aplicação do questionário que eles forneceram a referência (sendo a referencia um dos autores do artigo).
Analisando a maneira com eles organizaram a coleta de dados percebo que eles não utilizaram o paradigma do processo adaptativo e sim o antigo que estabelece que a aprendizagem chega a estabilização e pára. Acredito que o estudo já poderia ter sido feito sob este novo paradigma, mas eu sou suspeita para falar porque sou uma forte adepta a ele. Na pesuisa teve então um pré-teste, a fase de aquisição e um pós-teste, penso que foi tudo no mesmo dia, portanto a retenção podemos dizer que foi o pós-teste?? O que acham??? Faltou uma transferência (ou adaptação no novo paradigma. Mas também podemos pensar pelo lado que o objetivo deles era só testar o questionário.
Os resultados do estudo, o qual utilizou só metas especificas (eles ao final até sugerem que novos estudos sejam feitos com metas genéricas também) mostraram melhora no desempenho, o que sugere segundo os autores que a prática , mais o feedback ( o qual foi o CR sumário para não criar redundância a cada 10 tentativas da fase de aquisição) e o estabelecimento de metas auxiliam na melhora da aprendizagem. Quanto as cestas, que são aspectos qualitativos, não houve melhora, creio que pelo fato de ser no mesmo dia e os sujeitos, segundo os autores, não tinham experiência com a tarefa. Já a respeito do questionário, a primeira pergunta que falava sobre o comprometimento com a meta durante a fase de aquisição mostrou que 83% dos sujeitos estavam comprometidos com a meta, o restante estabeleceu suas próprias metas. No que tange a segunda questão, 92% dos sujeitos disseram que não se submetaram as metas estabelecidas na fase de aquisição no pós-teste. Muitos porque queriam metas mais difíceis sendo que um confessou que não estabeleceu nenhuma meta, ou seja, não se preocupou com isso. Uma explicação para este resultado segundo os autores é de que como ao longo da prática os sujeitos foram se familiarizando com a tarfea, a meta que tinha sido estabelecida anteriormente se tornou fácil e os sujeitos preferiram estabelecer metas mais complexas. Isto também mostra que a interação do ser humano com a meta é um processo dinâmico, pois a medida que o sujeito aprende ele sente a necessidade de novas experiências.
Voltando ao processo adaptativo, acredito que este momento do pós-teste era perfeito para colocar alguma adaptação (semelhante à transferência), já que os sujeitos se mostraram familiarizados, ou seja, estabilizados na tarefa.
Finalizando, gostei muito do artigo pois é uma idéia nova de pesquisa sobre metas fugindo da tradicional. Gostei também porque mostra que é importante o experimentador, ou professor no caso, ao estabelecer metas saber se elas são adequadas para aqueles sujeitos, se estes por sua vez estão comprometidos com estas e se elas não devem ser alteradas ao longo da prática para então tornar o processo mais dinâmico e motivacional.
Ao final os autores concluem que o questionário foi capaz de avaliar o comprometimento dos indivíduos com a meta estabelecida pelos experimentadores e além de mostrarem uma primeira versão do questionário, fornecem outra mais completa após terem feito as analises dos resultados e identificado que também deveriam avaliar o porque o sujeito não utiliza a meta fornecida. Eles ainda sugerem outros estudos, como é de praxe em aprendizagem motora.
Assim, achei o artigo bem rápido, de fácil leitura, além de que uma característica interessante é que houve a união de três laboratórios de Comportamento Motor de estados diferentes, isso é muito importante para a Aprendizagem Motora crescer bem unificada. Vamos seguir este exemplo.
Espero comentários.
Bjs
Lú, confesso que não li este artigo ainda, mas pela tua brilhante exposição dá para ter uma boa idéia do artigo, porém vou lê-lo e depois vou colocar algumas considerações. É isso aí...
beijão
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