terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Artigo

“A Practice-Specificity-Based Model of Arousal for Achieving Peak Performance”
Ahmadreza Movahedi
Mahmood Sheikh
Fazlolah Bagherzadeh
Rasool Hemayattalab
Hassan Ashayeri
Journal of Motor Behavior – 2007

Galera do Lacom e amigos que freqüentemente nos visitam, esse artigo, do qual vos falo agora, não foi sugerido para leitura e debate. Esse é um dos muitos artigos lidos, juntamente com a minha orientadora, para a construção da minha dissertação de mestrado, ou seja, é um “daqueles” (referentes ao meu tema) que costumava apresentar nas nossas belas e inesquecíveis “reuniões de família”. Não vou fazer uma apresentação, nem um resumo, vou somente colocar algumas coisas.
O artigo versa sobre a Especificidade de Prática e Nível de Ativação (lembram?). Segundo a especificidade de prática, quanto mais próximo for a prática (aprendizagem de uma habilidade) do mundo real, mais benéfico será para a aprendizagem. Quanto mais uma equipe treinar situações reais de jogo, mais ela vai conseguir aplicar isso durante a competição. A querida Prof. Dra. Suzete (a nossa Índia Velha) gostava de relembrar, em aula os seus tempos de “guria nova”. Nesses preciosos momentos ela citava um exemplo, que muitos dos Senhores devem se lembrar, que um time de vôlei, adversário ao dela (não me lembro qual time), durante o aquecimento executava “peixinhos”, perfeitamente, inclusive amedrontando o time, mas durante o jogo não conseguia fazer. Isto, Senhores, se deve a Especificidade de Prática, ou seja, elas só faziam os “peixinhos” no aquecimento, mas não conseguiam aplicar à uma situação real de jogo.
Quanto ao Nível de Ativação basta lembrar-se do Princípio do U-Invertido que coloca que, para alcançarmos uma performance ótima, temos que manter um nível ótimo de ativação, que não pode ser muito alto nem muito baixo. (Extro-baixo, Intro-alto).
Os autores afirmam que o nível de ativação tem importante contribuição para a performance atlética. Falam em desenvolver as habilidades psicológicas dos atletas.
Assim, queridos, o objetivo deste estudo foi investigar se um Modelo de Nível de Ativação baseado na Especificidade de Prática seria benéfico para alcançar o ápice da performance na aprendizagem do lance livre no basquete.
Não vou entrar, por ora, em detalhes metodológicos, a não ser que vocês queiram. Digo apenas que foi realizado pré-teste, sessão de treinamento e pós-teste. Foram manipulados os níveis de ativação dos sujeitos durante o treinamento e o pós-teste. (moderado, alto, baixo).
Os resultados mostraram que, independentemente de o nível de ativação ser alto, baixo ou moderado, o mais benéfico para conseguir uma melhor performance é fazer com que o nível de ativação nas sessões de treinamento seja o mesmo encontrado nas competições ou situações do mundo real. Houve diminuição significativa da performance quando os sujeitos, no pós-teste, praticaram em um nível de ativação diferente do praticado na sessão de treinamento. Assim, tanto o baixo quanto o alto podem ser benéficos, contrariando o Princípio do U-invertido.
Os autores sugerem fortemente que o princípio do U-invertido não se aplica e sim a especificidade da prática no nível de ativação. Sugerem ainda que seja “treinado” o nível de ativação que será encontrado na competição, seja alto, moderado ou baixo.
Isto me rachou a cara...
Qualquer dúvida ou colocação, fiquem a vontade.
Valeu Galera
Um beijão
Angélica

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